Banda americana System of a Down (FOTO: REPRODUÇÃO)

John Dolmayan concedeu entrevista ao podcast “Cancelled with Rob Rosen and Desma Simon”, em que falou sobre o assunto “cancelamento” de artistas.

O baterista do System of a Down crê que seja uma vítima do tema, por causa das suas posições políticas de direita. Dolmayan argumenta que uma série que criou, “Ascensia”, estava com tudo pronto para ser adaptada para a televisão ou cinema, porém a agência que estava trabalhando com ele decidiu de última hora cancelar o projeto.

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“Isto não é diferente do Macarthismo”, disse. “Não acredito nem no comunismo nem no socialismo, acredito em programas sociais. Mas não condenaria alguém por aquilo em que acredita”.

Criticando o caso relacionado com a rede social Parler, utilizada especialmente por militantes da extrema-direita, Dolmayan declarou também que o movimento Black Lives Matter seria controlado por lideranças “comunistas”.

Não acredito que se preocupem com as vidas negras. São uma ferramenta de angariação de fundos para implementar políticas comunistas“, declarou o baterista, sem sugerir provas para sua argumentação. “Se brigassem com as vidas negras falariam da violência de negros contra negros”.

Ainda sobre o movimento equalitário, o músico disparou:

O suposto movimento de ‘vidas negras’ nunca teve legitimidade, na minha opinião, e sempre foi um instrumento de propaganda e angariação de fundos do Partido Democrata. Juntamente com o Antifa, eles se mostraram inimigos do povo dos Estados Unidos, e adotaram a ilegalidade encorajada por uma mídia sensacionalista e pelos idiotas da elite de Hollywood, que os procuram em todas as oportunidades. Eles serão levados à justiça, mas quando? Quantos mais inocentes precisam ser assassinados antes de voltarmos a nossos sentidos?”.

Nos comentários, o músico do System of a Down também ressaltou que “não existe racismo sistêmico nos Estados Unidos”.

John Dolmayan do System of a Down
Foto via Wikimedia Commons (FOTO: Reprodução)