A cantora maranhense Pabllo Vittar (FOTO: Reprodução)

COLUNA DROPS

(FERNANDO BERENGUEL)

Lançado na sexta-feira (dia 26), o mais novo clipe de ‘Bandida’ de Pabllo Vittar em parceria com Pocah teria sido supostamente censurado pela plataforma de vídeos Youtube. Falando de liberdade feminina e empoderamento, a faixa inédita é toda em português e traz uma mistura de eletrônico, pop e funk carioca. Na produção que traz muita sensualidade, as artistas abusaram dos looks pequenos e sensualizaram com direito a muitos closes dos seus corpos para a câmera.

Todo problema é que a drag maranhense precisou alterar o nome do single para “Bandid*” – isso mesmo, com asterisco. No Twitter, a tag “Bandida Sem Censura” chegou a entrar nos assuntos mais falados na rede por horas. No sábado (28) fãs da cantora protestaram no Twitter ao notarem que o Youtube estaria ‘boicotando’ o clipe de ‘Bandida’, que já ultrapassava mais de 1 milhão de visualizações e não aparece no Em Alta na plataforma.

Agora, após os diversos pedidos dos fãs, o clipe já pode ser encontrado normalmente na busca da plataforma e já conta com mais de 2,7 milhões de visualizações. Mesmo assim, o termo disponibilizado pela plataforma é bandid* com um asterisco, sem a sílaba final completa da palavra. Diante da confusão armada pela plataforma de vídeos algumas perguntas contudo, seguem sem resposta.

Como ficam as views que foram perdidas pelos problemas técnicos na busca do Youtube, logo no fim de semana de estreia do videoclipe? Por qual razão a cantora Cleo e Marília Mendonça seguem usando livremente o mesmo termo em seus clipes na plataforma de vídeos? Por qual razão os sertanejos e funkeiros seguem podendo usar palavrões nos títulos dos seus vídeos, conseguindo ser facilmente encontrados na busca do Youtube?

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Tudo isto vem à tona, após a polêmica do clipe de “Parabéns” patrocinado pela vodka Sky em 2019, onde a cantora foi prejudicada por uma espécie de “censura seletiva” pelo clipe passar a apresentar classificação indicativa por causa da presença de bebidas alcóolicas. Na época da polêmica, vale lembrar, hits de sertanejos e pagodeiros como “Zé da Recaída” (Gusttavo Lima) e “Chopp Garotinho” (Ferrugem), seguiam com bebida liberada na plataforma. Super esquisito.

NAS RÁDIOS NEM PAGANDO

O hitmaker Rodrigo Gorky nos últimos tempos revelou um dos episódios mais emblemáticos do abismo que polariza o país ao contar que durante a divulgação do Não Para Não (segundo álbum de Pabllo Vittar) inúmeras rádios brasileiras se recusaram a tocar as músicas da drag até mesmo com propostas de jabá.

Como eu gostaria que a Pabllo não sofresse preconceito pelas rádios. Como eu gostaria que os fãs entendessem isso de uma vez por todas. Não adianta nem com jabá”, comentou Rodrigo respondendo a um fã de Pabllo em seu Twitter. Prática considerada polêmica no mercado, o jabá, vale lembrar é um repasse financeiro para execução radiofônica de uma música. No país, inúmeros sertanejos como Gusttavo Lima e gravadoras seguiriam utilizando do artifício.

MAIS OUVIDOS NO PAÍS

Pelo terceiro ano seguido, o sertanejo Gusttavo Lima termina o ano na 1ª posição do ranking de execuções em rádios do país. Em seu Instagram, o astro mineiro contou aos fãs alguns detalhes da novidade. “Somos 1º lugar no ranking artístico!! Mais de 4 milhões de execuções nas rádios de todo o Brasil!! Quero agradecer o carinho de cada ouvinte e radialista que faz do meu trabalho um sucesso“, escreveu o sertanejo.

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O cantor mineiro Gusttavo Lima (FOTO: Reprodução)

Com quase o dobro do número de execuções sobre os outros cantores do pódio, o músico superou outros gigantes radiofônicos como Wesley Safadão e Luan Santana. Em quarto lugar, chama atenção, a presença de Felipe Araújo cantor que foi anunciado como empresariado por Gusttavo Lima ainda no ano de 2019.

Já em relação às duplas, Zé Neto e Cristiano (dos hits “Bebi Minha Bicicleta” e “Alô Ambev”) seguiram como os sertanejos mais ouvidos, acompanhados de muito perto por Henrique e Juliano que emplacaram a música mais ouvida de 2020 pelas rádios do país (o smash hit “Liberdade Provisória“). Na lanterninha do ranking, chama atenção a presença do trio Melim, único player fora do segmento sertanejo.

FELIPE ARAÚJO NO VILLA COUNTRY

Longe dos shows há 8 meses, por conta da pandemia do Coronavirus, Felipe Araújo se apresentou neste sábado, dia 28 de novembro, no Villa Country, na reabertura da principal casa sertaneja de São Paulo, em formato diferente e seguindo todas as normas de distanciamento social.

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O cantor goiano Felipe Araújo (FOTO: Reprodução)

Além da emoção do reencontro com o público, Felipe foi surpreendido pela sua gravadora Universal, pelos seus pais e empresários no palco, para entrega de certificações pela música “Mentira”, que teve mais de 100 milhões de streams e gerou ao artista single de diamante. Além da canção, o projeto “In Brasilia ao vivo”, seu último DVD gravado na capital federal, no ano passado, teve mais de 40 mil unidades e fez o artista conquistar Disco de Ouro.

Felipe Araújo recebe discos de Ouro e Diamante na volta aos palcos –  Caderno Pop
(FOTOS: Rafael Franco)

DJAVAN PRA GRINGO OUVIR

A gravadora Sony Music lançou nas plataformas digitais gravações raras de Djavan em inglês. A empresa fez o lançamento de “Bird of Paradise”, disco de Djavan feito para o mercado americano em 1988 e que agora complementa sua discografia e traz três canções suas em versões cantadas pelo próprio compositor.

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O cantor e compositor Djavan (FOTO: Reprodução)

No ano de 1987, vale lembrar, o músico brasileiro tinha um trânsito fácil no mercado musical dos Estados Unidos, em trilha aberta 20 anos antes por Tom Jobim. Isso pelo menos desde que a diva do jazz Carmen McRae fizera sucesso em 1982 com uma certa “Upside down”, na verdade uma versão do samba “Flor-de-lis”.

Vale lembrar que o próprio Djavan passou a gravar por iniciativa da CBS brasileira discos nos Estados Unidos, mesmo cantando em português: o megassucesso “Luz” (1982), no qual teve até participação de Stevie Wonder em “Samurai”, como uma espécie de boas-vindas ao mercado americano, dada pelo seu principal artista; e o também bem sucedido “Lilás” (1984) – ambos somados venderam mais de um milhão de cópias somente no Brasil.

SÓ SE FALA NELE!

Não se falou de outro assunto na última semana que não fosse a bela esnobada que o Grammy deu no canadense The Weeknd, atração confirmada do Superbowl 2021. O músico preto, como se sabe, está no melhor momento da carreira e seu preterido hit pelos votantes, a caprichada “Blinding Lights” completou um ano na Billboard Hot 100, a principal parada de singles dos Estados Unidos.

A música, que foi lançada em 29 de novembro do ano passado, já conseguiu até a primeira posição na parada. Atualmente, ela aparece na 7ª posição, superando grandes sucessos como ‘Dynamite’ do BTS, ‘WAP’ de Cardi B e ‘Levitating’ de Dua Lipa. Além disso, ‘Blinding Lights’ também é a 10ª canção mais bem sucedida de TODOS OS TEMPOS nos charts do mundo todo, figurando a lista “All Time” Global Charts.

Ter sido completamente ignorado pelo principal prêmio da música mundial fez com que músicos dos mais diferentes segmentos se manifestassem na defesa do músico canadense. Elton John, Drake, Nicki Minaj e Halsey foram alguns dos nomes que protestaram contra as não indicações de The Weeknd ao prêmio.

Vale lembrar também que o músico já possui na carreira três prêmios Grammy para chamar de seus: em 2018 ele levou um gramofone por Melhor Álbum Urbano Contemporâneo (com “Starboy”) e no ano de 2016, ele conquistou o prêmio por Melhor Performance de R&B (com o hit Earned It) além de faturar também a categoria de Best Urban Contemporary pelo disco “Beauty Behind the Madness”.

A julgar pelo barulho em torno do seu nome, é visível que não ter sido indicado acabou sendo uma propaganda muito maior para The Weeknd que chegou a aparecer como favorito e queridinho em pré-listas de muitos e muitos críticos estrangeiros. Há males…

E POR HOJE É SÓ!

Nesta segunda-feira (30), em nova atualização da principal parada de sucessos dos Estados Unidos, a Billboard Hot 100, o grupo de pop coreano BTS conquistou um feito histórico com a faixa “Life Goes On”!

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Os rapazes do grupo BTS (FOTO: Reprodução)

É a primeira vez em 62 anos que uma música cantada predominantemente em coreano estreia no primeiro lugar do ranking de músicas mais ouvidas. O grupo também agora se igualou a Ariana Grande no número de hits que foram #1 neste ano de 2020.

É a terceira vez que o grupo emplaca uma canção no topo da parada em um período de apenas três meses. A primeira vez foi com o sucesso “Dynamite” e a outra uma parceria com Jason Derulo e Jawsh 685, no remix “Savage Love (Laxed – Siren Beat).

E eu vou ficando por aqui! Boa semana 🙂

(Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha e opinião do site e do portal UOL)

Fernando Berenguel