O dono da GR6, Rodrigo (FOTO: Reprodução)


Rodrigo Oliveira, mais conhecido como Rodrigo GR6, espanta ao dizer que começou sua carreira na música, com o grupo de pagode 6ª ARTE. Naquela época, ninguém imaginaria que ele fundaria o que é hoje uma das maiores produtoras de eventos, gravadora e selo musical de funk do país.  A empresa que está em uma nova era e no seu melhor momento, não para de crescer, com números incríveis como o 2º maior canal no Youtube de Funk, do mundo.

O presidente da empresa nos concedeu uma entrevista exclusiva onde contou sobre a carreira, os maiores nomes do funk na atualidade e muito mais!

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1 – Quando vocês começaram acharam que iriam tão longe? Principalmente pelo preconceito que ainda existe com o funk?

Quando começamos a gente não tinha a menor noção que a GR6 tomaria uma proporção como esta. Eu brinco sempre que Deus apertou o play e esqueceu de desligar, porque é incrível o que conseguimos fazer ao longo destes quase 10 anos. Nem nos meus sonhos mais otimistas eu imaginaria tudo isso. O Funk, apesar de hoje em dia estar em outro momento, sempre sofreu preconceito, mas, ao mesmo tempo, venceu essas barreiras provando qualidade e conquistando públicos cada vez maiores. A gente teve a sorte de fazer parte disso.

2 – Qual a importância real do funk? Além de ser um ritmo incrível que dominou o Brasil e cada vez mais o mundo, você acredita que é um dos meios que mais da oportunidade para músicos iniciantes?

É de uma importância enorme para quem o consome, mas, principalmente, para quem o produz. Antigamente o moleque da periferia queria ser jogador de futebol. Hoje em dia, por conta do Funk, ele quer ser funkeiro, produtor, gravar videoclipe, participar do movimento – e, como segunda opção, quer ser jogador. O Funk tem um papel importante pra quem tá na
periferia e almeja melhorar sua condição através da arte, da música.

3 – Neste período de quarentena, como está sendo a produção? Criatividade ta mais aflorada para lançar novos hits nas vozes que já conhecemos?

Os artistas simplesmente não pararam. Os shows caíram, claro, mas foi um momento excelente para eles produzirem com força total. Acho que por conta deles terem ficado com as agendas mais livres, sem os bailes, todos se empenharam em produzir e se destacar. Estouramos muitos HIT’s nesse período, com força e empenho de todos.

4 – Qual pessoa você tem sonho de trabalhar e ainda não teve oportunidade?

Graças a Deus eu já tive oportunidade de trabalhar com muitos artistas de diversos segmentos, não só do Funk. Mas lembrar que pude trabalhar com artistas como Felipe Boladão, Daleste, Duda do Marapé, que são verdadeiros relíquias do Funk, eu fico feliz. Atualmente a gente tem fechado parcerias bem bacanas, como as com Alok e Maiara e Maraísa. Não tem ninguém em específico com quem eu queira trabalhar, mas tem muita coisa boa por vir.

5 – Atualmente sua aposta é MC Don Juan e MC Hariel, nós podemos esperar novas músicas e parcerias para quando?

Os dois artistas estão em momentos excelentes de suas carreiras, cada qual dentro da sua linhagem no Funk. Don está seguindo um caminho legal, fechando parcerias com Sertanejo e outros movimentos. Hariel também está expandindo, fazendo feats com uma galera do RJ. Posso adiantar que Don vai lançar uma com a dupla sertaneja Luisa e Maurílio e Hariel fez uma participação com Péricles. Tá entendendo? Além disso, os dois estão em projetos com o Alok.

6 – Como você vê nomes como Cardi B, Drake, J Balvin flertando com o funk? Como você vê a internacionalização do funk?

O Funk é muito maior do que as pessoas pensam, no geral. É um ritmo muito querido no mundo todo que exporta a imagem do Brasil para os outros países de forma muito positiva, assim como foi com a Bossa Nova em um momento. O Funk é sempre moderno e irresistível, além de estar cada dia mais se profissionalizando. Acho que é por isso que artistas de fora ficam tão interessados, eles sabem que é algo que não vê em nenhum outro
lugar.

7 – Como você se sentiu quando viu que Bum Bum Tam Tam repercutiu mundialmente inclusive sendo regravada por J Balvin?

Senti que para o movimento foi uma vitória, pra nós uma conquista. Quando acontecimentos assim se dão, a gente fica feliz como um todo, né? Todo mundo ganha, o Funk ganha acima de tudo.

8 – Você acredita que algum funk misturado com música clássica pode alcançar repercussão mundial novamente?

O Funk é muito versátil e cabe em todos os lugares. Não só com música clássica. Veja o que estamos fazendo entre Funk e Sertanejo, entre Funk e RAP. O próprio Brega Funk. É um estilo musical que conversa com todos os estilos com muita facilidade. Não me espantaria se acontecesse novamente algo do tipo.

9 – Atualmente quem você acha que são os maiores nomes do funk? Feminino e Masculino.

Anitta, Ludmilla, Don Juan, Hariel, Gaab, Neguinho do Kaxeta, Davi… Admiro muitos artistas do movimento. Se começar a falar, não paro mais (risos).