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Os cantores Aaron Carter e Michael Jackson no ano de 2004 (FOTO: Reprodução)

A repercussão em torno do filme Leaving Neverland continua crescendo.
Enquanto alguns artistas como Taylor Swift e Sia resolveram se posicionar sobre o assunto, defendendo as supostas vítimas, outros nomes optaram por sair em defesa de Michael Jackson. É o caso do cantor Aaron Carter, irmão de Nick Carter, integrante da banda Backstreet Boys.

Aaron, que hoje possui 31 anos, lembra que chegou a conviver com Michael Jackson na época da adolescência e que manteve uma relação saudável com o astro do pop, sem quaisquer incidentes sexuais. Carter questiona ainda a razão das acusações terem voltado à tona agora que o cantor já é falecido.

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“Por que não o fez quando ele ainda estava vivo? Por que não o fez quando ele estava sendo acusado de todas as alegações de abuso sexual?”, perguntou Aaron. “Me lembro de viver o melhor momento da minha vida com o Michael, tinha uns 15 anos. Saía com ele, ficava na casa dele, no quarto dele… é difícil para mim entender isto quando a minha experiência pessoal com ele foi tão gentil, bonita, amorosa e reconfortante”, acrescentou o cantor.

Ao TMZ, Aaron revelou estar furioso com um dos acusadores, Wade Robson, que inclusive teria colocado o nome de Aaron no meio da confusão. No Twitter, um usuário chegou a tecer o seguinte comentário. “Wade Robson é um mentiroso!!! Estou muito desapontado com você, mas não estou surpreso. Que vergonha!”, escreveu

Em resposta ao usuário, Wade tuitou. “Não estou sozinho, pergunte para o Aaron Carter”, disse. Assim, Aaron decidiu esclarecer o seu lado da história e ainda defendeu Michael das acusações. Na época da amizade de Aaron com Michael, o cantor pop tinha apenas 15 anos de idade e lembra de ver em Michael um ídolo que o ajudou bastante no começo de sua carreira. Numa entrevista ao TMZ, Aaron enviou um recado diretamente para Wade.

“Você é um adulto. E quando Michael Jackson estava vivo, você estava apoiando ele, puxando o saco dele, estava lá por ele, testemunhando a favor dele. E quando ele morre você decide que é uma ótima época para falar? Não, o que você está fazendo é, na verdade, pisar no túmulo de um ícone e de uma lenda – você está pisando no túmulo dele. Por que não fazer isso quando ele estava vivo? Por que não fazer isso quando ele estava sendo acusado de todas essas alegações de abuso? Por que não fazer isso e realmente indiciar um criminoso?”, afirmou

Por fim, Aaron ainda demonstrou indignação chegando a ameaçar agredir fisicamente Wade Robson. “Wade, estou muito desapontado. Você tentou arrastar o meu nome para essa m****. Eu posso ser um cantor de pop, mas se você vier para cima de mim, eu te socaria na cara. Porque o que você está fazendo é pisar no túmulo de alguém. De alguém que esteve lá por você, te ensinou coisas. E aí vocês falam que foram molestados… é difícil para mim entender. Como eu posso entender quando a minha experiência foi gentil, bonita, amorosa e acolhedora?”, afirmou.

Músicas de Michael Jackson sofrem boicote nas rádios após denúncias de pedofilia

A polêmica envolvendo o documentário “Leaving Neverland”, que aborda supostos casos de pedofilia de Michael Jackson, continua tomando grandes proporções. O longa-metragem que traz depoimentos de vítimas e também novas provas contra o cantor, agora teria influenciado nas execuções das músicas de Michael Jackson nas rádios.

De acordo com a imprensa britânica, algumas rádios internacionais estão eliminando as músicas de Michael Jackson de sua programação por causa da “atmosfera tóxica” que passou a envolver o nome do cantor.

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E as estações que optaram por banir as canções do cantor de seus programas não são poucas. São ao todo 23 estações do Canadá, duas da Nova Zelândia além de estações de rádio da Holanda e também da Noruega. No Reino Unido, a BBC 2 tem discretamente retirado as músicas do cantor de sua programação, mas sem formalmente em um boicote.

As histórias apresentadas pelo documentário vem sendo veementemente negadas pela família de Michael Jackson. Os familiares do cantor já iniciaram um processo contra o diretor Dan Reed e as supostas vítimas do cantor, Wade Robson e James Safechuck.