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A funkeira carioca MC Rebecca (FOTO: Reprodução)

A colaboração entre Anitta, Lexa, Luisa Sonza e MC Rebecca entrou no Top 100 de músicas mais ouvidas no Spotify mundial. A façanha transformou Rebecca na primeira artista brasileira negra a entrar no almejado ranking.

A funkeira carioca comemorou nas redes sociais, mas em seguida precisou fazer um desabafo sobre as ofensas racistas que acabou recebendo.

Cantoras se uniram em gravação musical

Não tenho o direito de estar feliz com as minhas próprias conquistas. Eu já fiquei um pouco triste. Eu não estou aqui para me gabar, ser melhor do que alguém, mas eu estou muito feliz por ser a primeira brasileira negra a estar no top 100 global (do Spotify). Hoje em dia, sofremos racismo camuflado, é preconceito o tempo inteiro. Então, as pessoas que estão indo comentar nas minhas publicações: ‘ah, o problema está no preto que fala que sofre racismo’, eu digo que o problema está no branco que não dá oportunidades para tanta gente negra talentosa“, desabafou Rebecca.

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A cantora não destacou os comentários agressivos e optou por deixar uma mensagem clara contra o preconceito.

Eu nunca imaginei que chegaria aqui, mas vocês têm que entender que ainda tem muitas pessoas para chegar aqui. Não adianta colocar mensagens no meu Instagram para me ofender porque isso não vai me atingir e não vou mudar quem sou por causa de vocês“.

Posteriormente, no Twitter, MC Rebecca voltou a desabafar sobre os limites do preconceito e como gostaria de ter mais apoio.

Sinceramente eu não entendo o brasileiro: estou representando o meu país, era o mínimo as pessoas serem solidárias em um país que existe muito preconceito e racismo. Não tenho vergonha de onde eu vim e nempor cantar (funk) proibidão. As pessoas vão ter que aceitar que o que eu faço é arte e cultura sim”, escreveu Rebecca: “É muita audácia chover racista no meu Instagram“.

A cantora foi apoiada pelas colegas Ludmilla e Lexa, que logo saíram em apoio da funkeira que exaltaram o fato de MC Rebecca ser negra e suburbana.