The Ripper
O rapper britânico Black The Ripper (Foto: Instagram)

O rapper europeu Black The Ripper faleceu precocemente na última segunda-feira (dia 7) aos 32 anos. O jovem músico, cujo nome verdadeiro era Dean West, ficou famoso na década de 90 e, nos últimos anos, vinha ganhando destaque por ser um ativista ferrenho da legalização da maconha no Reino Unido. Enquanto sua causa da morte repentina foi declarada como “desconhecida”, os fãs do músico espalharam diversas teorias da conspiração nas redes sociais que incluem a atual pandemia de coronavírus.

No Twitter, muitos fãs afirmam que Black The Ripper havia incomodado autoridades ao compartilhar algumas afirmações sobre as possíveis causas do coronavírus estarem ligadas à tecnologia 5G. Enquanto esse rumor se espalha pelas redes sociais, outra fake news vem ganhando força: a de que o rapper teria sido assassinado pois teria tentado alertar a população sobre os “riscos da tecnologia”. A bizarra teoria da conspiração em torno da morte por enquanto misteriosa tomou conta do Twitter, veja abaixo:

Devido a uma teoria não comprovada cientificamente sobre uma possível disseminação de casos do novo coronavírus, ao menos sete torres de telefonia 5G já chegaram a ser incendiadas na Inglaterra. As informações dos incêndios foram divulgadas pelo jornal The Sun. Até então, cidadãos atearam fogo nos mastros de telefonia nas cidades inglesas de Birmingham, Liverpool e Merseyside.

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De acordo com uma teoria da conspiração, a África não registrou muitos casos da doença por supostamente não ter acesso à tecnologia 5G, o que é cientificamente falso. Apesar da África realmente ser o continente com o menor número de casos confirmados: 6,4 mil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a baixa transmissão do novo coronavírus por lá não possui relação nenhuma com a tecnologia 5G.

Na verdade, os estudiosos ainda não compreendem a razão exata pela qual há poucos casos do novo coronavírus na África. A bizarra teoria de contágio por tecnologia 5G começou a ser difundida mundialmente ao final do mês passado durante um vídeo filmado em uma conferência de saúde nos Estados Unidos.