Rapper Pelé
O rapper carioca Pelé MilFlows (FOTO; Reprodução)

Maurício Lourenço mais conhecido como Pelé MilFlows, nasceu no Rio de Janeiro e foi criado em São Gonçalo. Ele é um dos principais nomes do novo cenário do rap e acumula mais de 100 milhões de views em suas músicas.  O rapper carioca concedeu uma entrevista ao Observatório da Música, onde falou um pouco do lançamento do seu novo EP, sobre o caótico cenário de protestos que vem acontecendo no mundo e muito mais, confira.

1 – Você acha que o sucesso de “Vem Cá” foi um divisor de águas em sua carreira?

Pô, com certeza a ‘Vem Cá’ foi um divisor de águas sim, depois que ela bateu cem milhões a gente começou a fazer mais shows solos, e dai que veio minha inspiração pra fazer um novo álbum e começar a fluir mais na carreira solo.

2 – Como tem sido a rotina de quarentena pra você e sua família? Você tem um neném em casa, ta focado só nele ou ta aproveitando pra produzir?

A gente ta tentando distrair ele, ta um pouco difícil porque ele é novinho, só tem dez meses. Mas eu to produzindo sim, o tempo que ta dando eu to produzindo meu álbum novo, e ao mesmo tempo sempre tentando fazer brincadeiras novas com ele, pra ficar estimulando ele também, né?”

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Aquele solzinho né minha filha rs ✌🏾

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3 – Seu último lançamento “Longe de mim” foi lançado há pouco mais de duas semana, e já tem mais de 270 mil views, fale um pouco sobre o que essa música representa pra você.

Então, eu decidi lançar ‘Longe de Mim’ nessa quarentena, porque fazia muito tempo que eu não lançava um som solo, eu gostei muito dessa música também, e teve uma repercussão muito boa. Acho que esse som significa muita coisa pra muita gente, agora nessa quarentena, que ta longe de alguém que ama.”

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4 – Qual sua visão do posicionamento do governo e de como as autoridades federais têm lidado com a pandemia?

“Eu acho que poderia ser melhor, acho que o nosso presidente poderia ter uma postura melhor, assim como nos outros países que tiveram o isolamento social obrigatório, todo mundo tendo que ficar em casa, mas com todo o conforto, todo apoio do Estado. O que no Brasil infelizmente não está tendo, né? Eu acho que todo mundo deveria estar em casa, pra gente passar por essa situação mais rápido. E, também ter mais ajuda do governo principalmente para olhar pela galera que está na comunidade, que não tem como comprar o álcool em gel, às vezes não tem nem acesso a água e sabão, que é o básico que todo ser humano deveria ter.”

5 – O que os fãs podem esperar do lançamento do seu novo EP? Já tem data prevista?

Sobre meu novo EP, a galera pode esperar uma visão do Pelé diferente, o nome do EP é ‘O Outro Lado da Moeda’, então eu quero mostrar que o Pelé não é só o lado love song, ele também fala sobre as paradas do cotidiano da vida, então eu acho que a galera vai se surpreender, ainda mais que as primeiras faixas que vem como um soco na cara.”

6 – Você tem acompanhado os noticiários sobre a morte de George Floyd nos EUA e do João Pedro aqui no Brasil? A respeito disso, o que você acha sobre os artistas brasileiros que não se revoltam com morte de negros como os dos EUA?

Eu acho que a gente pode ter um exemplo clássico de que como as pessoas aqui no Brasil não se importam com as outras. Lá nos Estados Unidos, o presidente teve que fugir pra um lugar escondido na Casa Branca, porque a morte de um jovem negro a km da Casa Branca, chegou até lá e estão acabando com tudo porque todo mundo ficou comovido com essa situação, de um jovem negro ser assassinado por um policial branco fazendo nada, a mesma coisa acontece aqui no Brasil, mas ninguém fala nada, ninguém quer saber, porque o brasileiro só se preocupa com o próprio nariz.”