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O cantor norte-americano Kurt Cobain (FOTO: Reprodução)

O cantor Mark Lanegan, mundialmente conhecido pelos seus trabalhos com as bandas Screaming Trees, Queens of the Stone Age e Mad Season, relata em sua autobiografia “Sing Backwards and Weep”, a culpa que sente por não ter atendido uma ligação do amigo Kurt Cobain, do Nirvana, no dia em que ele se matou. Cobain cometeu suicídio em 5 de abril de 1994, aos 27 anos.

Mark lembra que tinha 29 anos na época e, após oito álbuns com o Screaming Trees, morava em Seattle e era viciado em cigarro. No dia, além de seus cigarros, ele estava de cuecas sujas e um roupão manchado enquanto assistia novela.

Kurt Cobain começou ligar para Lanegan, que decidiu não atender. Mark ainda sente culpa e arrependimento por não ter atendido o telefone para falar com o amigo, que cometeu suicídio naquele mesmo dia.

Mark disse que não atendeu o telefone porque não queria comprar drogas para ele, já que fazia isso com uma certa frequência. Kurt estava tendo muitas discussões com a esposa, Courtney Love, naquela época. Provavelmente, pelo mesmo motivo.

“Eu o conhecia muito tempo antes de se tornar um super astro. Eu o considerava como um irmãozinho querido. Essa é uma culpa que vou carregar para sempre”, disse o amigo.

O vocalista afirmou ao The Guardian que curiosamente, Courtney Love foi a responsável por salvar sua vida um tempo depois da morte de Kurt. Ela pagou por uma internação de um ano de Mark em uma clínica de reabilitação, entre 1996 e 1997, ano em que o livro é concluído. “Ela teve um impacto direto na minha vida. Eu só sinto amor por ela”.

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A vida do Mark Lanegan não foi muito fácil da infância. O cantor teve uma mãe abusiva e um pai alcoólatra, aos 12 anos, ele já estava envolvido com jogatina, bebida, pequenos delitos e pornografia. Aos 18 anos, seus registros na polícia incluíam crimes como arrombamento de propriedade privada, furto, posse de drogas, vandalismo, fraude em seguros e 26 acusações de bebedeira enquanto menor de idade.

Suicídio

O suicídio é considerado pelo Ministério da Saúde como um problema de saúde pública, complexo, multifacetado e de múltiplas determinações, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero.

Todos os anos, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). No Brasil, uma pessoa morre por suicídio a cada hora, enquanto outras três tentaram se matar sem sucesso no mesmo período.

O assunto é tão complexo que muitas pessoas evitam falar a respeito, o que nem sempre é a melhor decisão. Um problema dessa magnitude não pode ser negligenciado, pois sabe-se que o suicídio pode ser prevenido. Uma comunicação correta, responsável e ética é uma ferramenta importante para evitar o efeito contágio.