A cantora carioca Angela Ro Ro. (Foto: Reprodução/Internet)

Angela Ro Ro contou em entrevista como foi a experiencia de ser uma das pioneiras do movimento LGBTQ+ no Brasil.

Ela disse: “Me assumir lésbica me custou a cegueira de um olho e meio e metade da audição. Fui espancada quatro vezes pela Polícia Militar e uma pela Polícia Civil. Sofri agressões físicas em 1981, 1983, dois episódios em 1984 e em 1990 por soco inglês, barras de ferro e cacetete. Era ditadura, mas acho que não tem ligação direta”.

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A cantora ainda comparou reações da época aos dias atuais: “Você não vê quantas crianças são mortas hoje em dia por bala perdida no Rio? Na época, também sofri muitos ataques homofóbicos de outras formas e cheguei a ser estuprada. Me orgulho de ter sido pioneira, fui a primeira artista a se dizer lésbica no Brasil”.

Ano passado, ela já havia falado sobre isso: “Eu fiz isso há 40 anos, levei um pouquinho na cara, mas acho que valeu a pena ser corajosa. E estou achando muito boa essa liberdade de hoje, as pessoas saindo do armário, acho isso muito sadio”.

Em 2015, saíram rumores de que a cantora teria sido racista e homofobia em um show ao chamar pessoas de “caboclinho” e “viadinho”. Hoje (20), a cantora se posicionou no Instagram: “Desde 2015 (…) tenho sido até hoje acusada e caluniada de homofóbica, transfóbica e racista sem o menor fundamento ou provas. Estou farta dessa contínua difamação, pois logo eu, que abri caminhos para a dignidade da diversidade (…).”

Em outra oportunidade, Angela se posicionou nas redes sociais comemorando o fato de que homofobia ter se tornado crime no Brasil.