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A cantora carioca Anitta (FOTO: Reprodução)

Nesta sexta-feira (07), o Instagram Mídia NINJA publicou uma triste notícia, na qual, uma mãe perdeu a guarda da filha de 12 anos por participar de ritual do candomblé. A ação foi movida pelo Conselho Tutelar de Araçatuba, que recebeu denúncias de maus-tratos e abuso sexual, sendo uma delas feita pela própria avó da menina, que é evangélica. A defesa da família afirma que o caso é de intolerância religiosa. Anitta se manifestou sobre o ocorrido!

A funkeira que é assumidamente frequentadora da religião, compartilhou a postagem nos stories de seu Instagram e indignada escreveu: “Quero ser livre pra apresentar minha religião para meus filhos assim como minha mãe foi livre de me apresentar o catolicismo”, começou.

“Minha mãe me apresentou ao catolicismo ao mesmo tempo em que meu pai me apresentou ao candomblé. Eles NUNCA se intrometeram na religião um do outro. Eu e meu irmão fomos livres para escolher nosso caminho. Não tirem mais essa liberdade das pessoas. PRECONCEITO RELIGIOSO”, finalizou Anitta.

Nos comentários da publicação, internautas desabafaram sobre o ocorrido.

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“Absurdo. O Estado, pelo menos em teoria, não é Laico?”, comentou uma seguidora. “Igreja católica: batizam filhos recém nascidos, obrigam a ir pras missas, catequese, comunhão, e ninguém fala nada. Absurdo!”, comentou outra. “A mãe que deixa a filha evangélica se casar aos 16 anos tá corretíssima né?”, questionou outra.

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Até onde vai o racismo religioso? Uma mãe de Araçatuba, no interior de São Paulo, perdeu a guarda da filha de 12 anos após a adolescente passar por um processo de iniciação no candomblé, que envolve raspar a cabeça dos novos adeptos. A ação foi movida pelo Conselho Tutelar da cidade, que recebeu denúncias de maus-tratos e abuso sexual, sendo uma delas feita pela avó da menina, que é evangélica. A defesa da família afirma que o caso é de intolerância religiosa. O conselho havia recebido uma denúncia anônima no dia 23 de julho, dizendo que a menina era vítima de maus-tratos e abuso sexual. Policiais militares e conselheiros foram até o terreiro. A adolescente chegou a relatar que não estava sofrendo qualquer tipo de abuso, mas, sim, passando pelo processo de feitura de santo. A mãe, que trabalha como manicure, explicou que, durante a cerimônia, a menina não poderia deixar o local e mesmo com as justificativas, elas foram levadas para a delegacia, sendo liberadas somente após a jovem passar por exame de corpo de delito no IML, que não encontrou nenhum tipo de hematoma ou lesão, só estava com a cabeça raspada. Segundo ela, estava se tornando filha de Iemanjá. Mesmo sem indícios de violência ou abuso, familiares que não concordam com a religião fizeram outra denúncia, registrando um boletim de ocorrência onde apontaram que a menina estava sendo mantida à força no terreiro e sob condições abusivas. Isso fez conselheiros tutelares e policiais irem novamente até o local. Não encontraram ninguém, pois a adolescente já estava em casa. Os mesmos familiares, junto ao Conselho Tutelar, denunciaram o caso à Promotoria, alegando que houve lesão corporal por causa do cabelo raspado, entraram na Justiça, que transferiu a guarda para a avó materna. Há uma semana, mãe e filha só conversam por celular e se veem durante visitas curtas. Tweets de @levikaiquef, @tatinefertari, @oyurimarcal, @tdetravesti, @rogercipo #racismo #racismoreligioso

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