John Lennon
O legendário cantor britânico John Lennon (FOTO: Reprodução)(FOTO: Reprodução)

Mark David Chapman, cidadão norte-americano que disparou cinco tiros contra John Lennon assassinando-o em 08 de dezembro de 1980, não sairá da prisão tão cedo. Nos últimos dias Chapman entrou com pedido de liberdade pela décima vez e o recurso foi novamente negado.

Assim como ocorreu nas outras vezes, agora Chapman terá que esperar mais dois anos para entrar com um novo pedido, mas é difícil não concluir que talvez o condenado permaneça na prisão até os últimos dias de sua vida, já que toda vez que ele entra com um pedido de liberdade, Chapman é fortemente criticado, com a família de Lennon fazendo questão de declarar que ele significaria um perigo real para eles.

Ao anunciar que o pedido foi negado, os responsáveis declararam a Mark:

“Você admitiu que planejou cuidadosamente e executou o assassinato de uma pessoa famosa no mundo toda por nenhum motivo além de ganhar notoriedade. Mesmo que a vida de nenhuma pessoa seja mais importante que a de outra pessoa, o fato de que você escolheu alguém que não apenas era conhecido no mundo todo e amado por milhões, independentemente da dor e sofrimento que você causaria à sua família, amigos e tantos outros, demonstrou um desrespeito insensível pela santidade da vida humana, a dor e o sofrimento dos outros”.

Mark Chapman foi condenado no ano de 1980 a uma pena de “20 anos até a perpétua”, o que significa que o norte-americano deveria cumprir pelo menos duas décadas da sentença antes de requerer uma revisão da pena, pedido que ele vem repetidamente fazendo desde o ano 2000.

Assassino de John Lennon avisou esposa sobre o crime dois meses antes

Nos últimos meses, Mark Chapman, o assassino de John Lennon entrou com mais um pedido por liberdade condicional. Desta vez, a esposa do condenado deu detalhes importantes sobre o crime que tirou a vida do ex-beatle no ano de 1980.

Numa entrevista ao jornal The Mirror, a esposa dele Gloria Hiroko Chapman, revelou que Mark tinha avisado que mataria Lennon dois meses antes de atirar contra o John Lennon em Nova York. Ainda segundo o testemunho da mulher, Mark Chapman afirmou que não seguiria com a promessa apenas por amor a ela. Na época, Gloria insistiu para que Mark se livrasse da arma que posteriormente ele utilizou no crime.

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Ao comentar a notícia sobre o assassinato quando viu pela TV, Gloria revelou:

“Eu sabia que tinha sido Mark. Como eu soube? Dois meses antes, Mark havia viajado a Nova York. Ele veio para casa assustado, me dizendo que, para ganhar fama, ele planeja matar Lennon. […] A única razão pela qual aceitei outra viagem do Mark [para Nova York] foi porque acreditei quando ele disse que precisava crescer como adulto e marido, e precisava de tempo para pensar na vida dele. […] Ele disse que jogou sua arma no oceano, mas mentiu para mim”.

Gloria ainda afirmou que aquela foi uma das noites mais sombrias de sua vida. Ela explica que aquele dia mudou drasticamente sua vida, já que hoje ela é conhecida como a esposa daquele que matou “uma vítima que era conhecida e amada por milhões ao redor do mundo.”

A sentença de Chapman, preso há 37 anos, foi definida por pelo menos 20 anos com a possibilidade de prisão perpétua. O assassino entrou com pedido de liberdade condicional várias vezes ao longo dos anos, mas todos foram revogados.