A legendária banda britânica The Beatles (FOTO: Reprodução)

Faltam três dias para as indicações para o Grammy – e uma das mais esperadas é o de ‘Melhor Novo Artista’, que é uma honra concedida aos músicos que estabeleceram uma relevância aos olhos do público e da crítica durante o ano de elegibilidade da premiação.

Artistas como os Beatles e Mariah Carey alcançaram o status de ícone após suas respectivas vitórias na categoria. No entanto, o prêmio é considerado “amaldiçoado” por muitos!

Isso chegou a ser debate no livro Bad Days In History, onde Michael Farquhar escreveu: “O prêmio de Melhor Novo Artista frequentemente provou ser uma passagem só de ida para a obscuridade”.

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Muitos artistas ainda conseguem alcançar o sucesso após ganhar o prêmio, mas não tanto quanto os artistas que estavam concorrendo com ele – como é o caso de Christina Aguilera ganhando para Britney Spears em 2000.

Porém, a lenda urbana da “maldição” no Grammy vem de bem antes. A dupla alemã de R&B Milli Vanilli teve seu prêmio de Melhor Revelação em 1990 “devolvido” depois que foi descoberto que eles não cantavam suas próprias canções. Isso fez com que um dos membros chegasse ao ponto de morrer de overdose, frustrado com o fim da carreira pouco tempo depois.

Milli Vanilli (FOTO: Reprodução)

Taffy Danoff, ex-integrante da Starland Vocal Band, que foi a ganhadora do prêmio em 1977 já declarou: “[A vitória de Melhor Artista Revelação] foi basicamente o beijo da morte, e sinto muito por todos que o receberam desde então”.

Nos últimos 15 anos, a maioria dos vencedores provaram ser bem-sucedidos em seus próprios méritos. Por exemplo, Esperanza Spalding venceu o prêmio contra estrelas como Justin Bieber e Drake em 2011, pegando a ira de alguns dos maiores fãs e mesmo assim, ganhou mais três troféus de ouro em categorias específicas nos anos seguintes.

(FOTO: Reprodução)

Em outros casos, isso já não acontece. Em 2016, Meghan Trainor foi a ganhadora e, após receber o prêmio, não conseguiu manter o sucesso que estava fazendo na época. O mesmo aconteceu em 2018 com Alessia Cara – que, por outro lado, cativa uma legião de fãs fiéis até hoje mesmo com a rejeição do grande público que a abraçou nos smash hits ‘Stay’ e ‘Here’.

Como bons exemplos, temos artistas como Amy Winehouse (que ganhou da Taylor Swift) e Adele puderam desfrutar de muito sucesso após serem consagradas as maiores artistas novas de seus respectivos anos.

Os vencedores de 2014, Macklemore & Ryan Lewis – que disputaram contra Ed Sheeran e Kendrick Lamar -, não mantiveram a maioria dos fãs e apoio dos críticos, resultando em seu anúncio de hiato em 2017 – apesar do próprio Macklemore ainda estar fazendo música como artista solo.

(FOTO: Reprodução)

Os vencedores dos últimos anos provaram que o sucesso é subjetivo. Embora os olhos do público geral nem sempre estejam atentos ao que certos artistas estão fazendo, as bases de fãs e críticos ainda estão prestando atenção.

No entanto, isso não significa que eles podem relaxar. Os artistas continuarão a ser reconhecidos por seu trabalho (independente se for pelas paradas ou pela comunidade de fãs) se forem capazes de se elevar musicalmente, permanecer interessantes e serem fiéis à sua arte, caso contrário, eles correrão o risco de se tornarem mais uma vítima da “maldição” histórica.

Esse ano, Billie Eilish foi a grande vencedora contra  Lil Nas X, Rosalia e Lizzo e continua com números maiores que seus concorrentes. Esse ano, esperasse que artistas como Doja Cat, Meghan Thee Stalion e BLACKPINK concorram na categoria.

(FOTO: Reprodução)

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