giulia be
A cantora e compositora Giulia Be (FOTO: Reprodução)

Se poupando de comentar o caótico cenário político nacional, Giulia Marinho, ou Giulia Be, seu nome artístico, começa a chamar atenção como intérprete. Com um vozeirão e um timbre rouco marcante, a filha mais nova de Paulo Marinho, que foi suplente de Flavio Bolsonaro e ex-homem forte do presidente Jair Bolsonaro, a loira de 19 anos chegou a emplacar música na trilha sonora da novela “O Sétimo Guardião” da Rede Globo e agora lança seu novo EP.

Foi na casa da família de Paulo Marinho, vale lembrar, onde foi organizado o bunker de campanha de Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro e o patriarca chegou a afirmar que tinha conhecimento das fake news eleitorais que eram produzidas em sua própria casa numa entrevista para a Globo News. Logo após a eleição de Jair Bolsonaro, Paulo Marinho rompeu com Jair Bolsonaro disparando críticas sobre o presidente eleito.

Alheia à política, o novo projeto musical da cantora, totalmente autoral, é composto por seis faixas, entre elas os hits “menina solta” e “(não) era amor”, que também ganha hoje clipe vertical, produzido em casa pela cantora, em parceria com o Spotify.

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“solta” é um apanhado das composições da cantora no primeiro ano de carreira, e que mostra diversas facetas de Giulia Be como artista. “Esse EP é um compilado de músicas que representam lados diferentes de mim. Como se finalmente tivesse encontrado a minha voz, no caso, minhas vozes — e agora estou soltando para o mundo pela primeira vez”, revela a cantora.

O projeto carrega o feito que o single “menina solta” teve na carreira de Giulia: ultrapassou a marca de 179 milhões streams no Brasil e mais de 98 milhões de views no YouTube, figurando no Top 10 das mais ouvidas no país. Além dos feitos em solo nacional, a faixa atingiu o primeiro lugar nos charts de Portugal e ocupou as listas virais de países latinos com a versão em espanhol “chiquita suelta”, que já atingiu a marca de 5 milhões de streams.

“Decidi dar o nome do EP de ‘solta’ porque ‘menina solta’ foi a primeira música que eu lancei e onde eu senti que havia encontrado minha voz como compositora. Nunca esperei que iria tomar a proporção que tomou, virou algo muito maior do que só a história da música. Tenho carregado o título da Menina Solta com muito orgulho”, conta Giulia Be sobre a escolha do título do EP.

Produzido por Paul Ralphes em meio a um momento de desafios nunca antes enfrentados pela indústria da música, “solta” foi finalizado durante o isolamento social com material produzido de forma criativa e inovadora: o clipe vertical de “(não) era amor” foi totalmente produzido em casa e “se essa vida fosse um filme”  teve direção da própria Giulia com trechos de vídeos de seu acervo pessoal. “Fiquei muito feliz com o resultado. Dizem que a necessidade é a mãe da invenção, e pode ter certeza que fomos muito criativos na execução”, reflete a cantora.

Dona de uma voz grave e doce, apesar da ainda pouca idade e a recém iniciada carreira com uma nova sonoridade do pop, a artista vem sendo considerada uma aposta da música, graças ao sucesso dos três primeiros singles, lançados em 2019: “Too Bad”, “Chega” e “menina solta”. O sucesso veio impulsionado pela apresentação de Giulia no Palco Sunset do Rock in Rio, onde participou do show do cantor Projota, e que lhe rendeu o convite para o próximo Rock in Rio Lisboa.

Atual música de trabalho “(não) era amor” já se tornou um hit e ultrapassou a marca de 19,9 milhões de streams nas plataformas digitais e mais de 15 milhões de views no clipe, disponível no YouTube. A faixa ainda ganhou um filtro no aplicativo Tik Tok.