jorge e mateus
A dupla goiana Jorge e Mateus (FOTO: Reprodução)

A dupla Jorge e Mateus e seu ex-empresário Marcos Araújo, dono do Villa Mix, assinaram um acordo, praticamente, oito meses após terem anunciado o rompimento. Como era de se esperar, a separação foi parar na justiça e se tornou um grande problema na vida de todos.

Conforme divulgado pelo portal Universo Sertanejo, na última semana, em Goiânia, Jorge, Mateus, Wendell Vieira (sócio da dupla desde o início) e Marcos Araújo estiveram juntos para assinar um acordo.

Os processos judiciais serão cancelados, porém o mais importante é que os envolvidos estão se reaproximando depois de uma cansativa temporada de sérios desentendimentos e desacordos.

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Eles não estão trabalhando juntos novamente, mas o “acordo de paz” abre a possibilidade, por exemplo, de Jorge e Mateus voltarem se apresentar nos festivais Villa Mix.

Entenda o caso

Em abril, a coluna do Léo Dias teve acesso a uma ação de mais de 50 páginas entre Jorge e Mateus com a empresa J&M Produções e o antigo empresário da dupla, Marcos Araújo, dono da empresa AudioMix. Na ação indenizatória, constatava várias acusações e a mais chocantes de todas, um desvio de R$ 17 milhões de um adiantamento contratual envolvendo a gravadora Som Livre. Eles pediam quebra de sigilo bancário do Marcos na justiça, pois o valor não era comprovado.

Conforme descrito na ação, em 2017, quando a dupla sertaneja assinou contrato com a Som Livre, eles receberam um adiantamento de 13 milhões de reais, e Marcos, sem comunicar Jorge e Mateus, fechou e assinou mais um contrato com a gravadora no valor de 17 milhões de reais e não repassou o valor para a empresa dos sertanejos J&M Produções.

Todas as negociações que envolviam a dupla eram guiadas pelo Marquinhos. Os valores eram divididos entre quatro pessoas: 33% para Marcos Araújo, 16% para Wendell (outro sócio), 25% para Jorge e 25% para Mateus, mas posteriormente, o outro sócio e a dupla descobriram que não tinham recebido suas porcentagens dos 17 milhões de reais.

Quando descobriram o desvio, uma auditoria foi realizada e foram buscados todos os contratos fechados por Marcos Araújo em relação aos cantores. De acordo com o processo, foi aí que descobriram que os prejuízos eram maiores aos já levantados com a Som Livre. Descobriram desvios de cachês de shows e contratos comerciais.

O processo relatava que grande parte dos contratos intermediados por Marquinhos não eram registrados por ele na sede da empresa. Teria sido solicitado que ele levasse todos esses contratos para uma auditoria e ele se recusou. Mas, com muita persistência, Jorge e Mateus conseguiram acessar alguns desses documentos. Entre eles, o processo destaca uma apresentação dos sertanejos na cidade de Bebedouro, São Paulo. O contratante teria pago 500 mil reais de cachê, mas Marquinhos emitiu uma nota fiscal de 200 mil reais, fingindo ser esse o valor contratado.