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O retorno de Miley Cyrus com o vídeo de “Nothing Breaks Like A Heart” gerou uma repercussão histérica nas redes sociais. Com um clipe repleto de easter eggs e referências políticas, Miley rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados do Twitter com internautas comentando e reasssitindo ao novo vídeo para captar o máximo possível das mensagens do novo trabalho da cantora.

E as críticas e referências da cantora são diversas. Vão desde o bumbum de Britney Spears em um episódio que ganhou contornos sensacionalistas na imprensa norte-americana até às auto-referências da cantora revisitando sua própria carreira. Entenda alguns dos easter eggs abaixo:

Uma das referências iniciais mais marcantes do clipe de “Nothing Breaks Like A Heart” é a sequência do início do clipe onde crianças parecem brincar com balas de um revólver. Logo depois crianças aparecem portando armas e disparando tiros em direção a alvos. A mensagem é clara aqui: Miley Cyrus apresenta uma crítica a política armamentista dos Estados Unidos que parece cada vez mais possibilitar tiroteios em escolas de primeiro e segundo grau. Uma pesquisa recente da “Revista de Estudos da Criança e da Família” norte-americana apontou que ataques a tiros em escolas dos EUA estão matando mais pessoas nos últimos 18 anos que em todo o século XX.

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Outra referência clara em “Nothing Breaks Like A Heart” é a imagem de atletas de futebol-americano ajoelhando em determinado momento do vídeo. Trata-se de um apoio que Miley Cyrus dá ao protesto comentadíssimo recentemente feito pelo atleta Colin Kaepernick.

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A cena faz referência ao protesto contra violência policial do atleta, afastado da liga NFL por ter se negado a levantar na hora de cantar o hino nacional estadunidense. O incidente esportivo recentemente causou uma grande repercussão nas redes sociais envolvendo o nome da banda Maroon 5 e a cantora Rihanna. Assista o protesto do atleta abaixo:

Miley também apresenta um contraponto mostrando como a própria música pop parece ter amadurecido nos últimos anos. Se em meados dos anos 2000, assuntos como a calcinha de Britney Spears ou o surto da cantora causavam grande repercussão na mídia, estes temas têm cada vez mais dividido atenção com as próprias causas agora levantadas pelos artistas que parecem estar cada vez mais engajados.

Um dos momentos mais polêmicos do clipe é a sequência dos padres em um strip club hipnotizados com dançarinas seminuas. A cena faz referência às revelações recentes envolvendo o maior escândalo sexual envolvendo a Igreja Católica na história.

Um estudo recente revelou que milhares de crianças sofreram abusos sexuais nas mãos de padres entre 1946 e 2014. Pelo menos 3.677 crianças, a maioria com menos de 13 anos, foram vítimas de abuso sexual por 1.670 clérigos, de acordo com uma investigação da Conferência Episcopal Alemã, que foi consultada pela revista “Der Spiegel” e pelo jornal “Die Zeit”.

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A cantora também faz suas próprias autorreferências ao exibir fotos de suas antigas fases além de uma réplica em tamanho menor de si mesma em cima de uma bola de demolição, em referência ao memorável clipe de Wrecking Ball.

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Ao final, Miley acaba sendo crucificada por todos os pecados que cometeu e observou. Ela faz uma pose em forma de cruz utilizando o carro, que foi a “cruz que a mesma carregou”, fazendo referência a caminhada de Jesus Cristo em direção à sua morte.

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