A rapper norte-americana Cardi B (FOTO: Reprodução)

O cantor estadunidense CeeLo Green fez algumas declarações questionando a hipersexualização em trabalhos de artistas como Nick MinajCardi B e Megan Thee Stallion. Ela criticou a música pop e o recente clipe sensual da música “WAP”, um acrônimo para “Wet-Ass Pussy” – gíria norte-americana com conotação sexual, interpretada pela rapper Cardi B em parceria com Megan.

No entanto, após receber repercussão negativa nas redes sociais por conta das declarações, CeeLo resolveu se desculpar. Através da rede social do Twitter nesta quarta-feira (12/08), o cantor pediu desculpas pelo transtorno gerado por trechos de sua entrevista. Ele afirmou ser um “defensor da liberdade de expressão” e fã das rappers Nick, Cardi e Megan.

O cantor Ceelo Green
O cantor Ceelo Green (FOTO: Reprodução)

“Eu nunca desrespeitaria elas de alguma forma. Eu as reconheço como mulheres poderosas, belas, influentes….e profissionais”, escreveu o cantor, que continuou: “Saiba que apoio todos que fazem parte da nossa comunidade e cultura. Sempre apoiei e sempre apoiarei! Muito amor a todas artistas mulheres que estão comandando o jogo e cuidando dos seus negócios.”

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Sobre as declarações:

Em uma entrevista para à Far Out Magazine, CeeLo afirmou que muitas músicas do pop atual são “decepcionantes em um nível moral e pessoal”. Para o artista, conhecido pela carreira solo e por seu papel na dupla Gnarls Barkley, produções de “temática adulta” deveriam existir em “locais e momentos certos”.

O cantor citou os trabalhos de Nick MinajCardi B e Megan Thee Stallion como exemplos de obras que cederam à busca desenfreada por atenção da indústria fonográfica. “Temos Nicki Minaj ou alguém que está lá em cima com elogios: sucesso, visibilidade, uma plataforma para influenciar. Nicki poderia ser eficaz de muitas outras maneiras construtivas, mas parece desesperada “, argumentou. “Cardi B e Megan Thee Stallion, todas elas estão mais ou menos fazendo gestos sexuais semelhantes para ficar em evidência”.

(FOTO: Divulgação/ Atlantic Records)

Ele ainda disse que entende a “questão da mulher independente e estando no controle, a feminilidade divina e a expressão sexual”, mas questionou: “isso vem a que custo?.”

Houve uma época em que éramos sábios o suficiente para dizer certas coisas em códigos. Podíamos nos expressar para aqueles a quem se destinava o estilo de linguagem que usávamos, mas agora, a música é desavergonhada, é pura selvageria”, opinou.

Clipe de WAP: