freddie mercury
O astro de origem zanzibense Freddie Mercury (FOTO: Reprodução)

Parece que sim, nasce-se músico. Mas também podem-se tornar, apesar de que, querer ser como Freddie Mercury ou Beethoven pode ser um pouco ousado.

Porém com persistência e estudo você pode ter um bom cérebro de músico. Isso porque, tudo indica que o cérebro dos músicos possui conexões neurais muito poderosas nas regiões auditivas, independentemente de seu ouvido musical.

Costuma-se dizer que a maioria dos artistas, nasceu com um dom. No entanto, existem habilidades com as quais você não nasce, mas é feito. No caso da música, é geralmente conhecido como ouvido absoluto. 

As pessoas que o possuem são capazes de reconhecer ou afinar qualquer nota, sem qualquer outra referência. É algo que pode ser treinado, mas geralmente é inato para pessoas que realmente se destacam nesse aspecto. Agora, essa habilidade pode ser distinguida no cérebro dos músicos? E, por outro lado, isso é muito diferente de pessoas sem conhecimento de música?

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As perguntas foram respondidas pelo Journal of Neuroscience, e quem respondeu foram os cientistas da Universidade de Stanford.

O que torna os cérebros dos músicos diferentes? Os voluntários que participaram deste estudo foram divididos em três grupos. No primeiro, havia músicos caracterizados pelo ouvido absoluto. Os do segundo também eram músicos, mas não gostavam muito dessa habilidade. Por fim, os integrantes do terceiro grupo não praticavam nenhuma disciplina musical.

Analisando a atividade e as conexões neurais de seus cérebros, algumas conclusões foram obtidas. Eles descobriram que os cérebros dos músicos tinham conexões mais fortes, independentemente da presença ou ausência de ouvido absoluto.

Isso facilitou um desempenho sincronizado das regiões auditivas de ambos os hemisférios. Mas isso não era tudo. Eles também tinham conexões de substância branca mais fortes entre as regiões auditivas e os lobos envolvidos em vários tipos de processamento de alto nível.

Tudo isso foi observado em praticamente todos os participantes. No entanto, as conexões eram muito mais fortes naqueles que haviam iniciado seu treinamento musical bem cedo na infância.

Mas parecia não haver diferença com aqueles que captam todos os tons que são apresentados a eles. Em todo caso, os autores do estudo não descartam que isso também influencie a plasticidade cerebral, embora de forma “mais sutil”.

O ideal é começar o mais cedo possível, mas na realidade nunca é tarde demais. Você pode não se tornar um Bethoveen ou um Freddie Mercury, mas com treino você pode tornar-se um músico.