DJ Dani Brasil fala sobre preconceito com profissionais da noite: “País conservador”

Publicado em 3/8/2021
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Dani Brasil é um DJ fortemente conhecido pelo seu profissionalismo e posicionamento na vida noturna. Em entrevista exclusiva, Dani abre o jogo sobre o tabu entre baladas e prostituição, relacionamento e assédio.

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O artista começa falando um pouco sobre a sexualização da profissão e possiveis motivações:

“É uma profissão sexualizada, estar em cima do palco gera um certo sex appeal e desejo pelo cliente para se relacionar com o artista, mas é por conta do status e benefícios que essa pessoa pode ganhar se relacionando com o dj. Como por exemplo, participar do uso da comanda, visitar o camarim, acessar o local do evento por locais exclusivos e diferenciados ou até mesmo pela admiração e pela boa execução do profissional naquela noite, onde o cliente pôde sentir o poder da música, se conectar com os amigos e aproveitado a noite para se desestressar e se divertir.”

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Muita gente ainda confunde noitada com prostituição, a sexualização da profissão acaba expandindo esse tabu que é esclarecido pelo artista:

“Esse equívoco se deve primeiramente a sermos um país religioso, machista e conservador. Tudo aquilo que foge do convencional é julgado. A profissão de dj é como qualquer outra, esse pré julgamento se deve também a falta de conhecimento da área. A noite em geral começou de uma forma amadora, e cada vez mais ela vem ganhando respeito e seriedade, mais por conta do público e dos profissionais que vem se destacando na área. Quando os profissionais dessa cena começaram a atuar, não havia pilares de regras e exigências previstas estabelecidas e por isso se abriam brechas para que contratantes mal intencionados, profissionais sem estrutura e um público mal informado fez com que esse tipo de situação (prostituição) acabou se tornando algo mais frequente naquela época. Porém nos tempos de hoje, isso vem diminuindo bastante e esse tripé de contratantes, profissionais e público vem agindo com seriedade, planejando e respeito com os profissionais da noite.”

Para finalizar, o DJ Dani Brasil conta que acredita nunca ter vivido fortes situações de assédio devido a sua postura profissional:

“Eu sou muito feliz com o respeito que os produtores e os meus fãs tem comigo. Creio eu que essa atitude deles comigo é pela a minha postura profissional, transparente e simples. Acredito que no meu caso essas propostas não são algo que acontece normalmente comigo devido à falta de abertura que eu dou para esse tipo de situação. Uma postura correta no ciclo completo de uma contratação (briefing, apresentação e resultado) gera uma boa recompensa que é a credibilidade e o distanciamento de coisas que não tem a ver com a profissão.”

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