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A cantora carioca Anitta (FOTO: Reprodução)

Anitta deu uma longa e reveladora entrevista à revista Veja, onde comentou sobre seu novo álbum em estúdio, sobre quando desenvolveu um quadro clínico de depressão e até sobre sua relação com as drogas em suas viagens internacionais.

“Já experimentei muita coisa, sempre fora do Brasil”, confessou a artista, “Queria entender como era a sensação. Não gosto de ficar julgando as pessoas por coisas que eu não conheço”. Porém, a carioca revelou que não aprovou tanto as experiências com entorpecentes. “Não é minha praia”. A cantora explicou que prefere beber somente em festas. Vale lembrar, inclusive, que a cantora foi escolhida pra ser head de criatividade da Skol Beats se tornando a principal divulgadora da marca.

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No ano de 2017, a socialite Day McCarthy causou grande repercussão ao falar que Anitta era usuária de drogas e ameaçou publicar um vídeo da cantora consumindo cocaína o que nunca acabou acontecendo. Através de seus assessores, na época, a funkeira lamentou as “calúnias absurdas a seu respeito”.

NOVO ÁLBUM

Na entrevista à Veja, Anitta confessou o que todo mundo desconfiava: ela realmente prepara seu primeiro álbum dedicado ao mercado norte-americano, depois da aposta trilíngue do disco latino “Kisses” (2019). Para o novo projeto, ela conta com 30 músicas gravadas para selecionar quais irão entrar na tracklist final.

A Poderosa também vem planejando com sua equipe quais serão as melhores parcerias e participações especiais do disco junto do seu empresário estadunidense Brandon Silverstein, com quem assinou contrato em 2019. O norte-americano mantém uma proximidade com os dirigentes da gravadora Roc Nation o que pode colaborar para que a funkeira possa vir a colaborar com alguns dos nomes contratados da empresa que incluem medalhões como Mariah Carey, Rihanna e Beyoncé.

Em dezembro, o site da S10 Entertainment, empresa de Brandon Silverstein, já tinha mencionado o disco em inglês na parte do website dedicada à Anitta. Porém, assim que a notícia se espalhou entre fãs nas redes sociais, a informação foi retirada da página.

Um detalhe importante é que a produção executiva do disco estrangeiro de Anitta está nas mãos de ninguém menos que o cantor e compositor Ryan Tedder, multi-instrumentista indicado a seis Grammys e vocalista da banda OneRepublic. Tedder já produziu faixas para Adele, Beyoncé e Bruno Mars e se rasgou em elogios para brasileira. “Ela entende a cultura global e está preparada para o mercado americano. Todo mundo em Los Angeles e Nova York quer trabalhar com Anitta”, afirmou o músico à revista Veja.

Ainda neste semana, o registro de uma faixa inédita chamou atenção dos fãs da funkeira. Aparentemente em espanhol e intitulada “Me Gusta”, a canção foi composta por Anitta, Ryan Tedder, Andres Torres e Carolina Isabel Colon Juarbe. O título pode ser uma dica de que a carioca poderá não abandonar completamente a língua que lhe projetou no mercado hispânico com o smash hit latino “Downtown”.

No mês de dezembro, Ryan Tedder falou à revista Variety sobre sua colaboração com Anitta: “Ela é a maior artista da história da América do Sul. Ela é brasileira. Ela é muito grande. Ela popularizou a música funk, algo que ela domina. Nós faremos sua transição para a América e o resto do mundo em 2020”.

DEPRESSÃO E FAMA

Com a turbulenta agenda e tantas viagens pelo Brasil e mundo afora, a funkeira assume que já enfrentou uma forte depressão. “Em 2017 tive uma crise pesada. No ano passado comecei a sentir que ia bater e corri para me tratar”, conta.

Mesmo mantendo agora uma boa relação com a fama, a funkeira admite que já saiu disfarçada. “Um dia em que eu estava triste e queria ficar anônima, fui montada de drag queen à boate Love Story, em São Paulo. Ninguém percebeu, e eu ainda tive de pagar como homem”, explicou.

Para ler a entrevista completa de Anitta à revista Veja clique aqui.