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A cantora fluminense Anitta (FOTO: Reprodução)

Anitta realizou uma live em sua rede social do Instagram, onde conversou com as advogadas e militantes negras Silvia Souza e Juliana Souza para debater o racismo e o genocígio da juventude negra.

Durante a conversa, a cantora admitiu que por um tempo ela costumava minimizar o assunto, até que a sua bailarina Arielle Macedo começou a explicar as coisas. Em um trecho, ela diz que após começar a prestar atenção percebeu a importância de falar sobre o preconceito racia.

Eu não via que as pessoas faziam isso, até que comecei a me informar, a prestar atenção. A gente só para para ver quando dá atenção para o que a pessoa negra está falando para a gente“, falou. “Eu achava que estavam se vitimizando. Mas o racismo existe mesmo e, por isso, é importante falar“, completou.

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Anitta ainda comentou que antes da fama participou de manifestações no Rio de Janeiro pelos direitos de estudantes em ter cartões de transporte. “Tomei muito spray de pimenta na cara por conta do Riocard, mas a gente conseguiu. Se não fosse isso o governo ia ter tirado. Paramos o centro da idade, foi notícia vários dias. A gente ia ficar sem escola. É um desespero que bate“.

A cantora também se emocionou ao lembrar dos comentários sobre ela ter duas bailarinas negras, como sendo apontada como “esperta”. “Eu fiquei hã? Eu coloquei porque elas são lindas e dançavam bem. Aprendi a dançar com elas. Na época, fiquei revoltadíssima. Eu ouvia esse tipo de comentário o tempo inteiro, e isso era horrível. Nunca falei para elas“.

No final, ela quis deixar uma mensagem pedindo para as pessoas procurarem se informar sobre o racismo. “Aprenda e se interesse porque existe sim. Por mais que você pense, ‘eu não sou preconceituoso’. Várias atitudes… eu aprendo a cada dia coisas que têm origem preconceituosa. Aprendo a não fazer“.

Confira o bate-papo: