thalma de freitas
A atriz e cantora carioca Thalma de Freitas (FOTO: Reprodução)

Thalma de Freitas foi a única representante do Brasil entre os indicados ao Grammy 2020. Infelizmente a brasileira perdeu para Chick Corea & The Spanish Heart Band. A artista concorreu na categoria de “Melhor Álbum de Jazz Latino” com o álbum ‘Sorte!’, assinado também pelo músico John Finbury.

Atriz, compositora e cantora, Thalma de Freitas é natural do Rio de Janeiro e já estrelou novelas como ‘Laços de Família‘ e ‘O Clone‘ na Rede Globo. Hoje nos Estados Unidos com o marido e a filha, a cantora afirma que canta muito melhor do que atua e que está dedicada a seguir investindo na música.

Por onde anda Thalma de Freitas, a Zilda de Laços de Família? - TV História
Thalma como Zilda em Laços de Família (FOTO: Reprodução)

Em uma entrevista para a Trip, Thalma falou sobre ter largado sua carreira de atriz no Rio de Janeiro e ter se mudado para viver nos Estados Unidos. Além de ter revelado que sempre preferiu cantar a atuar.

Eu canto muito melhor melhor do que eu atuo, mas fiz mais trabalhos como atriz do que como cantora. Eu nasci com o dom da voz. Como atriz, o meu corpo é uma voz. Profissionalmente, eu sou muito boa, sei cuidar do figurino, estar preparada para a cena, trabalhar em equipe. Eu sou taurina, gosto de trabalhar. Sou muito competente, mas não sou a Fernanda Montenegro. Meu forte são sotaques, o jeito das minhas personagens falarem. A minha voz é muito potente e de muito carisma. Mas eu não queria ser intérprete, achava que o mundo não precisava de mais uma intérprete da música brasileira. Era melhor ficar como atriz porque eu ganhava mais, trabalhava menos e não me estressava.

Sobre ter se mudado para os EUA, a artista falou: “Meu marido é irlandês, mas mora em Los Angeles desde os anos 90. Em 2012, a gente começou a namorar porque os dois queriam ter filhos. Somos dois amigos que se casaram porque queriam ter uma família. A gente é muito difícil e não conseguiu se acertar com mais ninguém, temos a amizade como base. E aí eu me mudei para os Estados Unidos porque queria me dar essa chance.

Singer Thalma de Freitas in the only Brazilian nominated for the 2020  Grammy Awards; artist is recognized for her album Sorte! with John Finbury  - Black Brazil Today
(FOTO: Reprodução)

Também numa entrevista ao Observatório de Música, Thalma de Freitas nos conta como recebeu a notícia de indicação ao Grammy e nos conta que pretende lançar mais dois discos para o próximo ano. Confira abaixo:

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– Thalma, como foi que o “Sorte!”, nasceu? Este álbum por acaso fala sobre a sua saída do hospital psiquiátrico?

“Fui convidada pelo compositor John Fine seu produtor Emilio D. Miller, para ser letrista e cantar  no disco que eles estavam fazendo em Nova Iorque.  A primeira canção que fizemos juntos foi ‘Sorte!’ que dá nome ao disco,  depois nasceram ‘Oração’ uma ode ao orixá Exú, ‘Ondas‘ que fala da natureza das minhas letras , ‘Filha’ um desabafo esperançoso de mãe, ‘Surrealismo Tropical’ que é o tema principal desse projeto, e finalmente ‘Maio’ reflete melancólica que fiz na época do nosso aniversário, John e eu compartilhamos a data de 14 de maio para celebrar nossa vinda ao mundo. Esse álbum não fala diretamente sobre minha saída do hospital psiquiátrico, mas foi criado pela pessoa que me tornei após este evento transformador”.

– “Sorte!” foi indicado ao Grammy na categoria “Álbum de Jazz Latino”, onde você estava quando recebeu essa noticia?

“Eu estava em São Paulo ensaiando o espetáculo PRETOPERITAMAR – o caminho que vai dar aqui –  com direção da maravilhosa Gracie Passô,  que inclusive volta em cartaz no Sesc Pompéia dia 9 de janeiro de 2020. Obviamente fiquei muito feliz, John e Emilio  fizeram uma linda campanha com o disco que já estava recebendo excelentes críticas nos Estados Unidos.  Esta validação veio em um momento em que eu cogitava voltar a morar no Brasil mas entendi que ainda tenho um caminho a seguir na cidade dos anjos. Foi muito bom também para voltar a ser lembrada e considerada pelos brasileiros que estão há sete anos sem saber de mim”.