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A cantora Katy Perry (FOTO: Reprodução)

A cantora Katy Perry já revelou recentemente que o fraco desempenho do álbum “Witness” acabou lhe causando problemas e até um quadro de depressão. Agora numa entrevista para um canal australiano, a cantora voltou a falar sobre a recepção morna do seu último disco: “Eu queria um álbum bem sucedido porque há muito por trás dele, há muito tempo e emoção envolvidos. E dinheiro, é claro.” afirmou Katy.

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“Então tudo o que você vai investir alto, é óbvio que definitivamente quer ver um retorno. E ele ainda foi um álbum que foi número um. Mas eu estive acostumada com coisas de outro mundo e o que eu acho que aconteceu foi que aquele grande sucesso era muito normal. Tipo aqueles nocautes do Muhammed Ali, eram muito normais” afirmou a cantora que até então vinha numa fase de grandes sucessos na carreira.

“Então quando eu não estava nocauteando, era tipo ‘o que é isso?’. Eu sei como verbalizar isso melhor agora, eu tenho 33 anos agora… Eu posso estar finalmente crescendo”, explicou Katy Perry.

A cantora segue com a “Witness: The Tour” até o dia 21 de agosto, com o último show ocorrendo na cidade de Auckland, na Nova Zelândia.

Katy Perry revela ter sofrido depressão depois do fiasco de “Witness”

A cantora Katy Perry estampou a reportagem de capa da revista Vogue australiana e deu uma entrevista, onde revelou ter ficado verdadeiramente abalada com a recepção mais morna de seu álbum “Witness” (2017). Na reportagem a cantora norte-americana comentou pela primeira vez o assunto depressão.

“Eu tive crises de depressão e meu coração quebrou no ano passado porque, sem saber, coloquei muita validade na reação do público e ele não reagiu da maneira que eu esperava… o que partiu meu coração”, explica.

A fase “Witness” de Katy Perry foi um pequeno susto na carreira da cantora. Com inúmeros hits no currículo até então, a norte-americana era considerada uma aposta segura para as rádios e paradas de sucesso. Ainda no ano de 2011, ela igualou o recorde de Michael Jackson, com cinco singles de um mesmo álbum no topo da Billboard Hot 100: “California Gurls”, “Teenage Dream”, “Firework”, “E.T” e “Last Friday Night”.

Já o disco “Witness” acabou não rendendo nenhum nº 1 – algo inédito na carreira dela. “Música é meu primeiro amor e acho que isso foi o universo dizendo: ‘OK, você tem toda essa linguagem sobre auto-amor e autenticidade, mas nós vamos fazer outro teste e tirar qualquer tipo de validação e então vamos ver o quanto você realmente ama a si mesma”, diz Katy sugerindo que acredita que a fase funcionou como um período para ela testar o seu amor próprio. Para se recuperar da fase ruim, Katy Perry optou por passar uma semana no Instituo Hoffman, um retiro espiritual localizado na Califórnia.

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Mais recentemente Katy também se reencontrou com a religião. No mês de abril, a cantora esteve com o Papa Francisco na Itália.

“Sou uma grande fã do Papa Francisco. É uma combinação de compaixão, humildade, severidade e recusa. Ele é rebelde – mas um rebelde de Jesus”, afirmou. Vale lembrar que a família de Katy é cristã e a cantora chegou a fazer música gospel antes de entrar para o universo pop. “Minha mãe orou por mim a vida toda, esperando que eu voltasse para Deus. Mas eu nunca o deixei, eu era apenas um pouco secular, eu era mais materialista e mais voltada para a minha carreira. Mas agora que estou nos meus 30 anos, é mais sobre espiritualidade e integridade do coração”, explicou.

“Tudo começou quando estávamos na parte asiática da turnê e eu fui à missa com minha mãe. Ela não cantava aquelas músicas há anos e vê-la me fez chorar. É tão bonito e humilhante se re-centrar em um lugar onde não se trata de mais nada, mas de se reconectar com o divino” explicou.