fafa de belem
A cantora paraense Fafá de Belém (FOTO: Reprodução)

A cantora Fafá de Belém irá comemorar seu 64º aniversário, em um show na cidade de Fátima, em Portugal, que leva o nome da santa que inspirou seu nome.

Apesar do convite que recebeu da produtora portuguesa, Fafá se diz incomodada com a falta de visibilidade de artistas idosos. “Eu não tenho 45 anos de história para ficar passando chapéu. Não vou ficar mendigando patrocínio“, afirmou a artista em entrevista ao jornal O Globo, ao falar sobre as dificuldades que teve para conseguir financiamento para suas lives no Instagram.

VEJA TAMBÉM: Com cenas do filme BLACK IS KING, Beyoncé e Major Lazer lançam novo clipe

Quase sempre, o pessoal de marketing das agências é muito jovem, com foco específico. E nós, artistas mais velhos, não fazemos parte desse universo. É como se não existíssemos”, lamentou Fafá, que comemorou a chegada de ofertas de patrocínio após algumas semanas planejando pagar os shows em casa por conta própria, por meio de sua empresa de produção, a Kaiapó. A cantora também afirmou que enxerga uma contradição entre os discursos publicitários das empresas e sua postura em relação às artistas mais velhas. “Fazemos parte dos invisíveis“, afirmou.

Em um momento em que a gente fala de empoderamento feminino, que a mulher pode ter qualquer idade, você vê que isso não está no departamento de marketing das empresas. É uma balela. É o marketing do departamento de marketing para se inserir no contexto. Na prática, não acontece“, lamentou Fafá de Belém.

Nunca tive tempo de ter crise por estar ficando mais velha. Sempre estive trabalhando muito. Então na minha vida, bicho, nem quando eu era adolescente gostava de sair em grupo para o barzinho para dar mole. Mas eu sempre batalhei pelas minhas paixões. (…) Minha vida sempre foi muito solta. Namorados fixos, eu tive pouquíssimos. Mas nunca deixei de beijar muito. E a tia continua no jogo“, brincou.

Não dá para você se enquadrar porque ‘agora eu não posso mais isso, tenho mais de 40 anos’, isso é ridículo. Se respeitando, a gente pode tudo! Mas acho que a bandeira da liberdade aqui no Brasil é submetida a julgamento de pessoas que vão te permitir ou não entrar no rol dos livres e dos libertos. E eu não tenho paciência para isso”, explicou a cantora.