X Factor
Os jurados e o apresentador do X-Factor (FOTO: Reprodução)

O funeral da apresentadora britânica Caroline Flack vai ter acontecer nesta terça-feira (dia 10). A antiga apresentadora do X-Factor e Love Island será sepultada numa cerimónia privada pelos seus amigos e família próximos, sem a presença da imprensa.

A estrela da TV europeia de 40 anos foi encontrada morta em sua casa no norte de Londres no dia 15 de fevereiro. Um inquérito completo sobre as circunstâncias da sua trágica morte será realizado em agosto.

Na véspera da sua morte, Caroline tinha descoberto que o seu julgamento por uma alegada agressão contra o namorado Lewis Burton iria acontecer em março.

O Mirror afirma não ter conhecimento se os amigos famosos de Caroline estarão presentes no seu funeral, embora se espere que Lewis esteja lá para homenagear a antiga namorada.

Ele e Caroline não se falavam desde a noite da prisão da artista em dezembro, pois ela foi proibida de contatá-lo sob os termos de sua fiança.

Ela e sua equipe jurídica haviam requerido ao juiz para que fosse retirada a proibição que mantinha os ex-namorados longe um do outro. O pedido havia sido feito para que o casal pudesse se reunir durante o Natal, mas o recurso foi rejeitado.

No dia de São Valentim, um dia antes de ela morrer, ele declarou o seu amor por Caroline. Lewis confirmou que o casal estava muito unido, após recentes alegações de que se tinham separado.

“Não era assim que se pensava que se ia descobrir que um amigo tinha falecido, por isso cheguei a casa o mais rápido que pude e foi aí que cheguei à minha amiga e ela disse que era verdade”.

Caroline sempre será lembrada pelos fãs do X-Factor por sua descontração ao comandar o reality show musical. Considerado um verdadeiro celeiro de talentos da música mundial, o X-Factor britânico descobriu nomes como Little Mix, Ella Henderson, Leona Lewis, Olly Murs, Rebecca Ferguson, Cher Lloyd, James Arthur e One Direction e teve a temporada 2020 cancelada pelo canal ITV.

Devido à sua morte, foi criada uma petição na web pedindo que o governo do Reino Unido abra um inquérito sobre a cobertura sensacionalista que a mídia faz em cima de figuras públicas. “As manchetes, o assédio e o julgamento da mídia precisam terminar e devem ser responsabilizados”, diz o documento encaminhado a Oliver Dowden, secretário de cultura do país. O abaixo-assinado até a noite de sábado já contava com cerca de 300 mil assinaturas. 

Suicídio

O suicídio é considerado pelo Ministério da Saúde como um problema de saúde pública, complexo, multifacetado e de múltiplas determinações, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero.

Todos os anos, cerca de 800 mil pessoas morrem por suicídio no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). No Brasil, uma pessoa morre por suicídio a cada hora, enquanto outras três tentaram se matar sem sucesso no mesmo período.

O assunto é tão complexo que muitas pessoas evitam falar a respeito, o que nem sempre é a melhor decisão. Um problema dessa magnitude não pode ser negligenciado, pois sabe-se que o suicídio pode ser prevenido.

Uma comunicação correta, responsável e ética é uma ferramenta importante para evitar o efeito contágio.