gusttavo lima
O cantor mineiro Gusttavo Lima (FOTO: Reprodução)

Ainda aos 22 anos, Gusttavo Lima achou esquisito quando ouviu pela primeira vez o refrão que se transformaria no seu primeiro hit de platina. Com 13 anos de carreira naquela época, o músico tinha vontade de músicas com letras mais sofisticadas e melódicas. Acabou recebendo um “tche tcherere tche tchê”.

“Foi complicado. Quando a música chegou para mim, não era meu estilo. Eu vinha de uma linha romântica, rica em melodia, rica em letra, e veio aquilo ‘eu já lavei o carro, regulei o som’”, afirmou mencionando os versos iniciais da agitada música com refrão diferenciado, que se chama “Balada” e aborda o sentimento de festejar. “Gata, me liga, mais tarde tem balada. Quero curtir com você na madrugada”, diz o hit nacional e internacional.

Mineiro de Presidente Olegário naquela época, Gusttavo Lima talvez não imaginasse que nove anos ele se tornaria o cantor com o cachê mais alto do país e número 1 nas rádios do país. Ainda no segundo disco da carreira, Gusttavo havia acabado de conquistar um sucesso mediano com seu primeiro LP, principalmente com as músicas “Cor de ouro” e “Inventor dos amores”. Juntamente com elas, o músico tinha na bagagem nada menos que 150 composições próprias. Mas foi justamente com uma que não pertencia a ele, nem era do seu gosto pessoal, que ele fez com que o segundo álbum estourasse nas paradas.

“Balada”, como muitos dos hits fase pop sertanejo (universitário), foi composta e gravada inicialmente no nordeste, em outros ritmos, antes de ganhar uma interpretação na voz de Gusttavo Lima. “Eu nem sei te explicar. Foi a que a gente menos apostou”, afirmou o astro mineiro. Só que este “A gente”, vale ressaltar, não incluía os dirigentes da Som Livre, que acabaram convencendo Gusttavo de que a música possuía certo digamos “tche tcherere tche tchê”. “Me disseram ‘grava. Se ficar boa, a gente deixa. Senão, a gente tira’. Falei ‘p…que pariu’. Mas, no final da gravação, já era a que todo mundo estava cantando”, revelou Gusttavo Lima numa entrevista para o G1.

“Aprendi a gostar dela. Antes não gostava, agora eu amo. A gente deve muito a ela”, revelou Gusttavo. “Eu sou sertanejo”, acrescenta explicando: “O show tem uma parte com pegada mais de festa, e o novo álbum terá também músicas dançantes, para agradar a todo mundo. Mas eu nasci cantando música sertaneja e vou cantar para o resto da vida”. E completa: “A viola sertaneja é um dos instrumentos mais lindos que eu já vi. É disso que eu gosto, lembra minha vida. Gosto de saber que muitos universitários aprenderam a gostar de moda de viola no show”.

Recentemente, o músico compartilhou nas redes sociais um TBT com uma antiga entrevista onde admite que não tinha qualquer interesse em gravar a faixa. Na entrevista, Gusttavo ainda tinha o cabelo arrepiado e bem novinho, mas já havia gravado o primeiro DVD com o hit do “Gusttavo Lima e você”. “Foi muito difícil gravar essa música. Eu nunca tinha ensaiado, não ia gravá-la de jeito nenhum”, conta ele.

A faixa foi bastante comparada a “Ai, Se Eu Te Pego“, de Michel Teló, por também fazer sucesso internacional. Alcançou a terceira posição no Brasil, além de ter entrado no Top 10 dos Países Baixos e da Bélgica e no ranking das 25 primeiras posições na França. Hoje Gusttavo Lima, segue por uma linha com menos aliterações sonoras no refrão das músicas mas, nem por isso com menos sucesso. Gusttavo é atualmente um dos cantores “mais caros” no país inclusive, nesta quarentena com valores astronômicos e milionários de publicidade em suas grandiosas lives. Mas a pergunta que não quer calar é a seguinte: será que rola dele um dia cantar Balada nas suas live shows?