O cantor Ivan Lins (FOTO: Reprodução)

O consagrado cantor e compositor Ivan Lins regrava a faixa “Desesperar, Jamais” com as participações dos músicos brasileiros Camila Masiso e Viva O Samba, o duo português Cordel e o angolano Chalo Correia. O lançamento, que está disponível em formato de registro visual (assista), é uma iniciativa do Movimento Reverbera em reocupação da arte nas ruas de Lisboa à esteira da retomada econômica de Portugal.

Não por acaso, os versos originais do álbum “A Noite” (1979) são revisitados para catapultar visibilidade ao trabalho de intérpretes independentes distantes do streaming e menos favorecidos por patrocínios na paralisação pandêmica. O vídeo intercala mosaico de imagens do Ivan Lins, dos músicos e apoiadores da causa. Todas as gravações foram realizadas no isolamento dos participantes e reunidas em edição que se pauta pelo improviso. 

Neste final de semana, esses músicos farão série de concertos ao vivo em cima de um autocarro, ônibus utilizado em passeios turísticos, para moradores e turistas nas janelas e portas das ruas de mais de 20 bairros da capital portuguesa. O repertório vai do samba ao fado e o cordel. Todo o trajeto terá controle de equipe e de decibéis do som sem efetuar paradas e com transmissão na internet, a partir das 20h de Brasília, para evitar aglomerações físicas.

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No dia 8 (link da transmissão), se apresentarão o duo português Cordel e a carioca Camila Masiso (com participação da fadista Teresinha Landeiro). No dia 9 (link da transmissão), é a vez do angolano Chalo Correia e do grupo Viva O Samba. O objetivo é que os artistas possam ser remunerados pela atividade, por meio de recompensas do público depositadas nas contas bancárias dos músicos (acesse). O site do projeto também comercializará aulas de instrumentos e canto.

Alceu Valença, Mart’nália, Diogo Nogueira, Maria Luiza JobimZezé Motta e Pedro Carvalho também apoiam a iniciativa. O Movimento Reverbera é apresentado pela atriz brasileira Úrsula Corona, conhecida por personagens na dramaturgia dos dois países lusófonos. É desenvolvido por produtoras culturais brasileiras radicadas em Portugal, com viabilização do Fundo de Emergência Social da Câmara Municipal de Lisboa.