A premiação Men Of The Year, que anunciou na última semana que Pabllo Vittar havia ganhado o prêmio de Ícone do Ano, deu à IZA o posto de Mulher do Ano.

Porém, surpreendendo à todos com seu discurso, a cantora afirmou que não esperava ser reconhecida com essa prêmio: “Eu fico feliz em receber esse reconhecimento da GQ. As coisas que aconteceram agora no fim do ano me deixaram meio confusa“.

Quando recebi essa notícia, pensei: ‘Mas, gente, eu?’. E preciso muito compartilhar isso, porque talvez algumas pessoas sintam a mesma coisa: eu não achei que fui bem em 2020“, disse.

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Ela ainda continuou dizendo que seu ano seria totalmente diferente: “Eu tinha planos, ia lançar álbum! Mas eu me preocupo muito em respeitar minha saúde mental e acho que não faz sentido só fazer o que as pessoas estão esperando“.

“Acredito que essa mudança de planos mexeu muito comigo – no sentido de orgulho, da minha produtividade e ansiedade. Foi bom porque eu consegui desacelerar e aprender com meus limites“, completou.

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IZA ainda falou um pouco sobre a questão da representatividade: “É sem tamanho pensar que eu não me sentia representada, que a vida deu uma virada e que agora sou representatividade para algumas pessoas, isso é muito louco”.

Eu me sinto muito abençoada, de verdade, por poder fazer o que eu faço e o que faço ainda ter esse peso“, contou. “Sou a primeira mina negra no The Voice, no Música Boa, no Prêmio Multishow apresentando… E eu sei que não vou ser a única, se Deus quiser“.