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A cantora carioca IZA (FOTO: Reprodução)

Um dos assuntos mais comentados do Brasil é o caso da morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de cinco anos. Ele morreu após cair do 9º andar de um prédio em Recife. O garoto estava acompanhando a mãe, que era secretária doméstica na casa, quando a dona do apartamento o colocou sozinho no elevador para ir atrás da mãe. Com suas próprias palavras, a cantora IZA, tentou explicar o acontecido. Ao mesmo tempo, ela lamentou e pediu justiça. A artista constantemente fala sobre questões da sociedade em suas redes sociais.

“Em que mundo é normal colocar uma criança de cinco anos em um elevador para procurar sozinha pela mãe?”, questionou ela na foto da publicação.

“Infelizmente essa história é real”, começou IZA. “A mãe, que é empregada, por ter que trabalhar na quarentena e não ter com quem deixar seu filho o leva para o trabalho. A patroa manda a empregada levar o cachorro para passear (!!!) e a criança fica. Miguel, de cinco anos, começa a chorar e SARI GASPAR CORTE REAL, a patroa, ocupadíssima fazendo as unhas o coloca sozinho no elevador para que ele procure pela mãe”, relata.

Ainda continua: “O pequeno acaba saindo em um andar alto e cai no vão de ar condicionado. Enquanto essa mãe (provavelmente agora desempregada) carrega a maior dor possível nas costas, a patroa paga a fiança e está livre para voltar pra casa. E SE FOSSE AO CONTRÁRIO??? Quanto horror, meu Deus! Um descaso com a vida do outro!!! Que o Senhor possa confortar o coração dessa mãe e de toda sua família”.

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IZA finaliza pedindo justiça. “E que a justiça seja feita, Sari, que todos saibam seu nome. #vidasnegrasimportam”

A mãe de Miguel, que está sofrendo a maior dor possível em sua vida, falou sobre o fato em entrevista à TV Globo. “Se fosse eu, meu rosto estaria estampado, como já vi vários casos na televisão. Meu nome estaria estampado e meu rosto estaria em todas as mídias. Mas o dela não pode estar na mídia, não pode ser divulgado”, disse Mirtes Renata Souza.

Neste momento de profunda tristeza, tudo o que a mãe pede é que a justiça seja feita. “Espero que a Justiça seja feita, porque se fosse o contrário, eu acredito que nem teria direito a fiança. Foi uma vida que se foi, por falta de paciência para tirar dali de dentro. Deixar uma criança sozinha dentro de um elevador, isso não se faz. Uma criança que foi confiada a ela”.