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Depois do afastamento de Kevin Hart da apresentação do Oscar, por causa de antigas piadas consideradas homofóbicas, a premiação continua sem apresentador e uma possibilidade é que o evento aconteça sem contar com um.

Porém, em tempos em que representatividade é cada vez mais cobrada no mundo das artes, na cultura e também nas empresas, um casal de apresentadores em potencial poderia justamente ser o cantor John Legend e sua esposa Chrissy Teigen. O músico que recentemente entrou para a história do entretenimento ao se tornar o “primeiro negro EGOT” disse ao Hollywood Reporter que acredita que estar a frente do evento até pode ser “um trabalho ingrato” mas que ele não recusaria a proposta de apresentar o Oscar ao lado da esposa.

“Sinto que é um trabalho ingrato. Ninguém realmente ganha por apresentar o Oscar”, contou. “Realmente não é ótimo para ninguém, mas não estou dizendo que recusaríamos.”

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A Academia deve anunciar sua decisão quanto ao apresentador do Oscar dentro das próximas semanas. A 91ª cerimônia do Oscar acontece no dia 24 de fevereiro e os indicados serão anunciados um mês antes, no dia 22 de janeiro.

John Legend se torna o primeiro negro EGOT da história do entretenimento

No início do mês de setembro, ocorreu o evento Creative Arts Emmys, que entrega os prêmios referente às categorias técnicas e criativas da produção televisiva norte-americana. Além de prêmios para os prestigiados produtores musicais Andrew Lloyd Webber e Tim Rice, outro nome foi um dos maiores destaques da premiação: o do cantor John Legend.

Agora os três artistas citados se tornaram vencedores EGOT, que é como são chamados os ganhadores dos quatro principais prêmios da indústria de entretenimento nos Estados Unidos: o Emmy, Grammy, Oscar e o Tony. John Legend foi ainda o primeiro negro na história a conquistar todas estas quatro premiações.

O Emmy conquistado neste domingo foi pelo especial “Jesus Christ Superstar, Live in Concert” da emissora NBC, que contou com Legend como produtor e Lloyd Webber e Rice como compositores e letristas do musical originalmente criado em 1970. Os três artistas se tornaram as 13ª, 14ª e 15ª pessoas que podem ser chamadas de EGOT.

Legend, que também foi indicado na categoria de Série Limitada/Ator Principal de TV do Primetime Emmy Awards por seu papel em “Jesus Christ Superstar, Live in Concert”, já conquistou ao todo 10 prêmios Grammy, além de um Oscar (em 2015 pela Música Original do filme “Selma”) e um Tony (recebido em 2017 pelo espetáculo “Jitney”).

“Quando entrei na indústria da música, era um sonho meu ganhar Grammys e ter muito sucesso como músico e vender muitos discos e [fazer] turnê ao redor do mundo como artista, mas eu nunca sonhei em ganhar um EGOT. Eu nem sabia o que era aquilo na época” afirmou John Legend ao receber o prêmio.