Jornalista que cobriu morte de John Lennon relata o dia: “Soco no estômago”

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John Lennon morreu há 40 anos após ser baleado por um fã na frente do prédio onde morava – e o jornalista Tom Brook, da BBC, foi o primeiro a cobrir ao vivo a tragédia.

Em relato sobre aquele dia, Tom disse: “Lennon continua a definir minha carreira. Sou jornalista há mais de 40 anos. Nesse período, já enviei mais de 3 mil reportagens para a BBC e entrevistei a maioria dos grandes nomes da indústria do cinema. Mas todas as pessoas querem saber, quando me conhecem, como foi cobrir a morte de John Lennon“.

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Quando não estava fazendo isso, entrevistava algumas das centenas de fãs de Lennon que se reuniam na rua. Todo mundo ao meu redor chorava, alguns fãs estavam histéricos. Eu mesmo também era um grande seguidor de Lennon“, continuou.

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Ele acrescentou: “As pessoas sempre me pedem para descrever como foi estar no Edifício Dakota logo após a morte dele. Nunca esquecerei de uma jovem que disse: “Sinto como se tivesse levado um soco no estômago”. Acho que as palavras dela resumiram perfeitamente“.

Dois anos depois da morte do ex-Beatle, voltei ao Dakota para entrevistar Yoko Ono. Ela havia acabado de começar a comentar a morte de Lennon e ainda falava dele no presente“, afirmou.

FOTO: Reprodução

Brook ainda relatou: “Ela me disse: ‘Ele ainda está vivo, ele ainda está conosco, o espírito dele continuará, você não pode matar uma pessoa tão facilmente’. Isto talvez seja o que é mais notável 40 anos após a morte de Lennon: o quanto seu espírito ainda está vivo em termos dos milhões de jovens que agora estão migrando para sua música“.

Para ser objetivo, sei que nem tudo em relação a Lennon foi maravilhoso. Ele podia ser mau e desagradável — e admitiu que abusou de mulheres. Nada disso realmente afetou seu legado — na verdade, sua estatura como músico cresceu desde que ele morreu“, narrou.

“Acho que o que mais gostava em Lennon era que ele tinha uma voz autêntica. Não apenas musicalmente. Ele fez e disse algumas coisas controversas, mas ele não era uma farsa, sempre foi ele mesmo”, disse.

E finalizou: “Ele foi uma das figuras mais significativas da história da cultura pop do século 20, um verdadeiro britânico e, quatro décadas depois de sua morte, ainda sou fascinado por ele“.

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