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O cantor paulistano Livinho (FOTO: Reprodução)

Numa entrevista reveladora dada nesta quarta-feira (dia 18) ao Programa Pânico, da Rádio Jovem Pan, o cantor Livinho falou sobre a possibilidade de investir numa carreira esportiva no futebol. Numa conversa franca, o músico também deu detalhes sobre sua relação com a maconha.

Fumava muito baseado, tinha minhas doideiras. Mas em determinado momento da minha vida eu falei ‘eu preciso focar na minha carreira`. Fumava até 18 baseados por dia. E se eu continuasse assim, a fama ia passar, as minhas músicas não iam tocar mais. Aí decidi focar. Fui me aprimorar, fazer aula de canto, estudar mais música, aprender teclado, piano. Eu pensei em como as pessoas poderiam me respeitar como artista, não como um maloqueiro, favelado que deu certo na vida e passou, perdeu tudo”, contou o artista.

Livinho revelou que aprendeu a tocar violino ainda quadro era criança, na igreja que costumava ir com os pais. Por causa disso, o artista acabou tendo contato com o funk de uma maneira especial: ele já tinha um certo conhecimento musical diferentemente de diversos outros MC’s e tal fato fez com que ele sofresse certo preconceito no meio.

“Tento trazer para o funk algumas coisas melódicas. Tento empregar algumas teorias da parte de MPB, saber tons relativos, etc. Estou tentando empregar no funk, mas tem que ser de pouco em pouco. Se eu chegar com a informação que eu já tinha de música quando eu estourei, em 2014, as pessoas poderiam não entender bem. Tanto que passei preconceito. Pessoas falando para eu cantar pagode porque tinha voz de ‘viado'”, afirmou.

O músico aproveitou a entrevista para explicar sua curta carreira como jogador de futebol. Livinho admitiu que realmente chegou a fechar um contrato para atuar em um time profissional (Osasco Audax), porém que a pressão da imprensa e a missão de tentar conciliar as carreiras fez com que ele voltasse atrás na decisão.

“Já estava tudo certo para jogar. Eu iria quando desse. Mas foi uma parada da noite para o dia que me pressionou muito. Vários sites falando que eu ia parar de cantar, que tinha abandonado a carreira de cantor. Mas o funk me tirou da lama, me deu tudo que eu tenho, ajudou minha família, sou muito grato ao funk e aos meus fas, eu não poderia fazer isso”, disse o cantor de Symphonia.

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Livinho, que iria jogar como ponta-esquerda, não deu maiores detalhes sobre a possibilidade de um dia voltar a assinar um contrato com um time de futebol futuramente: “Sou inscrito no futebol de várzea, tenho essa coletividade com os parceiros, jogo sempre bola, não paro, mas tenho muita responsabilidade”, concluiu.