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O cantor sul-mato-grossense Luan Santana (FOTO: Reprodução)

E se a gente reunisse a família e os amigos que estão por perto para um modão lá no sítio? Em dezembro passado, em uma pausa para  descanso em seu refúgio, um singelo sítio em Porecatu, no Paraná, Luan Santana convidou alguns de seus músicos, moradores da região de Londrina, para tocar e jogar conversa fora ao lado do seu clã, engatando um repertório só de modão.  

Os registros feitos na ocasião foram parar nas mãos de Gui Dalzoto, que também gravou a cena toda e trabalhou na montagem e edição das imagens. Alguns frames foram pipocando, na época, pelas redes sociais do artista, mas a repercussão alimentou a iniciativa de dar um acabamento de estúdio àquela despretensiosa roda de amigos e familiares, para disponibilizar toda a apresentação ao público. 

Nasceu daí a “Confraternização Família Santana”, batismo que é uma remissão às nostálgicas etiquetinhas que identificavam as gravações caseiras da saudosa fita K-7. Luan, 29 anos, teve a chance de conhecer o objeto graças ao pai, que gravou os primeiros registros do talento que já via no filho desde muito pequeno. 

Dizem que quem faz o que gosta não trabalha, pois a profissão é um prazer que pode soar como lazer. Embora estivessem em Porecatu fazendo música, profissão de todos, a lazer, a intenção de promover um encontro sem compromisso com horário, contratante ou gravadora rendeu um repertório igualmente despretensioso, desses que se toca entre amigos e ao gosto da família. 

Daí a remissão à fita K-7, item que mexe com a memória afetiva até de quem não viveu aquele tempo, e o lançamento em caráter será independente e feito pela distribuidora digital The Orchard, a mesma que atuou na primeira faixa independente do astro, “Asas”, de Matheus Aleixo, lançada no final de junho. 

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O repertório soma canções como “Rastro da Lua Cheia”, de Almir Sater e Renato Teixeira; “Minha Estrela Perdida”, de César Augusto e Piska; “Foi Covardia”, de Bruno, Felipe e Vinicius; “O Grande Amor da Minha Vida” (Convite de Casamento), de Nino e Jeferson Farias, “Um Homem Apaixonado”, de Lucimar; “Aparências”, de Fátima e Curi, “Eu Mereço”, de Rick; “Por Te Amar Assim”, de Eduardo Reys, Lucas Robles, Maroln e Maicon, e “Insegurança”, de Valtinho Jota. 

A moda segue com um pout-pourri de “A Noite do Nosso Amor” e “Noite Maravilhosa”, “É Minha Vida”, de Zezé Di Camargo; “A Dor Desse Amor”, de Osmar e Olfano, além de Piska; “A Sua Vista”, de Mauro Gasperini e Maurício Gasperini; outro pout-pourri de “Memória”, de Cida Moraes e Matogrosso, e “Caçador de Corações”, de  Jeferson Farias e Mario Maranhão; “Eu e Meu Pai”, de Cleide e Vicente Dias; “Contratempos”, de Joel Marques e José Homero; e “Um Novo Cara”, de Carlos Eduardo, Darci Rossi e Alexandre. 

PANDEMIA 

Há quem diga que coincidências não existem, já que o universo conspira pelas conjunções felizes. Nesse contexto, é no mínimo acolhedora a chance de levar ao público o “Confraternização Família Santana”, feito a partir de um encontro ‘na roça’, neste momento de isolamento social em que se recomenda que fiquemos em casa. 

O novo álbum, a ser lançado em EPs, em um prazo de dois meses e meio até se configurar por completo, é a celebração de alguém nascido nos anos 1990, cujo sucesso é fruto da viralização promovida pela internet, sem jamais ignorar as raízes que o levaram até o posto de que desfruta hoje, e aí está o repertório da “Confraternização” para reafirmar a valorização ao seu berço. 

Com mais de 70 milhões de seguidores nas redes sociais, 93 prêmios conquistados, recordista no Prêmio “Domingão do Faustão”, 3,3 bilhões de visualizações no YouTube, mais de 2  bilhões de acessos em plataformas digitais e 6 milhões de ouvintes por mês no Spotify, Luan Santana soma quase 60 mil fã-clubes espalhados pelo país e é hoje o brasileiro que mais entrou no ranking Social 50 da Billboard Americana, o que o coloca como um dos nomes da música mais procurados do mundo nas redes sociais. 

E pensar que tudo começou com uma fita K-7. 

Ouça o segundo EP de Luan Santana: