Lucas Lucco
O cantor mineiro Lucas Lucco (FOTO: JACQUES DEQUEKER)

Na última quarta-feira (17), o cantor sertanejo Lucas Lucco se solidarizou com o caso de mulheres trans espancada. Ao dar de cara com a publicação da ex-BBB Ariadna Arantes, que denunciava a situação, o cantor foi até às redes para mostrar apoio e alertar sobre a violência contra pessoas transexuais.

A publicação de Ariadna falava sobre Cibelly Pâmela, mulher transexual espancada por sete homens, em um bloco de Carnaval deste ano em Belo Horizonte (MG). Cibelly ficou paraplégica e perdeu a fala.

No store da sua rede social do Instagram, o sertanejo diz que se comoveu ao saber do sofrimento da família de Cibelly: “Fiquei muito chateado. Acho que dando esse tipo e informação, a gente pode acordar as pessoas, alertar para esse tipo de violência. Quanto mais pesquiso, mais entendo o quanto é preocupante a violência contra a pessoa transexual no nosso país“.

Isso é atual, está acontecendo agora. Dentre as várias situações que a gente tem de resolver no Brasil e no mundo, essa é uma delas e é muito preocupante. É uma causa urgente“, alertou o cantor.

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VIDAS TRANS IMPORTAM Cibely ficou paraplégica após ser agredida por 7 rapazes em Belo Horizonte/MG No Carnaval desse ano de 2020 essa trans conhecida como Giselly do Pará estava em Belo Horizonte/MG onde atualmente também residia trabalhando como profissional do sexo para sobreviver. Num ato de brutalidade macabro 7 indivíduos a agrediram brutalmente, os agressores a insultaram chamando-a de 'traveco ', 'demônio ', falavam 'vira homem. Ela revidou as agressões gratuita que sofreu sozinha e nenhum gay e/ou travesti que estavam com ela a ajudou. Os transfobicos deixaram-a sem uma parte do crânio, ela ficou paraplégica, sem voz. Quebram-lhe vários dentes. O crime continua impune, as autoridades não deram continuidade às investigações. Violência contra transexuais Levantamento da organização não governamental Transgender Europe aponta que o Brasil, em números absolutos, é o país que mais registra assassinatos de transexual e transexuais no mundo. Uma das causas apontadas pela ONG para explicar os altos índices de violência é a vulnerabilidade dessas pessoas em terem que trabalhar com a prostituição. Uma estimativa feita pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) aponta que 90% de transexuais e travestis recorrem a prostituição ao menos em algum momento na vida, devido a falta de aceitação do grupo em vagas de emprego consideradas tradicionais. Como profissional do sexo, Giselly também não tinha uma renda fixa, garantias constitucionais para continuar se mantendo diante desta covardia. Se você pode contribuir para que ela possa continuar vivendo nesta nova é terrível fase de sua vida, faça. Pequenos gestos pode fazer a grande diferença. 🌈🌈🌈🌈🌈 #vidastransimportam

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O Brasil é o país que mais mata pessoas trans no mundo. Só em 2019, 124 pessoas transgênero foram assassinadas em terras tupiniquins, segundo a ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais).