Na noite desta sexta-feira (03), a funkeira Ludmilla explicou o conceito por trás de sua nova música, “Cobra Venenosa”. Na web, os internautas disseram o single era uma indireta para sua ex-amiga Anitta.

As cariocas se alfinetam nas redes sociais desde o mês passado, quando Ludmilla expôs áudios de Anitta que considerou negativos.

Segundo a famosa, seu novo lançamento não fala sobre rivalidade, mas sim sobre união. “Eu acho que a gente tem que repensar o conceito de rivalidade feminina. A letra da música, na verdade, fala muito mais da união das mulheres. Tanto que até a personagem que seria a ‘cobra venenosa’ é chamada para se juntar ao bonde”, escreveu em uma publicação no Instagram, mostrando uma foto tirada nos bastidores do clipe, que também foi lançado hoje.

“Quando uma outra mulher faz algo que te machuca, te diminui ou faz algo que você acha errado, tem que ser possível a gente falar sobre isso, pontuar e chamar para refletir. Não é porque é outra mulher que não podemos apontar para as contradições e erros. Isso não contribui para a gente melhorar, evoluir”, continuou.

A esposa de Brunna Gonçalves seguiu na explicação: “Quando um homem chama a atenção de outro homem, por exemplo, não questionamos se isso é rivalidade masculina. Mas como somos ensinadas que mulheres só podem ser rivais, ficamos apenas nesse lugar. Romper com essa ideia de que crítica entre mulheres é sempre fruto de rivalidade feminina também é importante para uma relação mais verdadeira e saudável entre nós”.

“Uma amiga me mandou um texto da atriz Jameela Jamil sobre isso e concordo com ela. Estou querendo muito aprender e, além das coisas que estou lendo e pesquisando, ainda conto com mulheres fodas, como Tia Má, que estão comigo, me ajudando e me dando a mão”, finalizou.

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Hoje mais cedo, Ludmilla já havia negado que “Cobra Venenosa” fosse uma indireta para Anitta. Em entrevista ao jornal “O Globo”, ela disse que a sua nova canção foi escrita, na realidade, há três anos.

“Ela [Anitta] até tem no celular. Quando a gente se falava, ela pediu todas as minhas músicas 150 [BPM, um subgênero de funk]. A inspiração veio do dia a dia, de tudo que vivo, que vejo e ouço as pessoas reclamarem”, disse.