Thriller é claramente um dos maiores sucessos de Michael Jackson, mas depois de lidar com algumas reações adversas ao vídeo, o artista queria destruí-lo.

De acordo com a Spin, o cantor tinha fortes crenças religiosas, por ter sido Testemunhas de Jeová – não que isso signifique ele sempre tenha tido uma boa reputação na igreja.

O álbum Thriller foi quase que uma rebelião contra os Testemunhas de Jeová, pois menciona sexo, gangues, crianças concebidas fora do casamento e o ocultismo.

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E o clipe, em especial, conseguiu pertubar os membros da igreja. De acordo com o BuzzFeed, ele quase foi excomungado devido ao uso de imagens ocultas no vídeo.

A reação de Michael Jackson foi pontual. Ele simplesmente quase destruiu as gravações feitas para o videoclipe. No entanto, o diretor do projeto – John Landis – escondeu a filmagem para que o irmão de Janet Jackson não pudesse encontrar.

FOTO: Reprodução

No final das contas, Jackson decidiu não destruir a filmagem, apesar de ainda ter coisas negativas a dizer sobre isso. De acordo com o The New York Times, Jackson denunciou o vídeo em uma edição da Awake! (uma publicação das Testemunhas de Jeová).

“Percebo agora que não foi uma boa ideia”, disse. “Nunca mais vou fazer um vídeo assim. Todo tipo de material promocional está sendo produzido em Thriller, mas eu digo a eles: ‘Não, não, não’. Não quero fazer nada como Thriller. Chega de Thriller”.

O vídeo tem um aviso no início: “Devido às minhas fortes convicções pessoais, gostaria de enfatizar que este filme de forma alguma endossa a crença no ocultismo”. Mas, essas convicções pessoais não durariam para sempre.

FOTO: Reprodução/Youtube

Thriller permaneceu parte de sua vida, mas as Testemunhas de Jeová não. O Los Angeles Times relata que ele deixou o grupo em 1987. As Testemunhas de Jeová não deram o motivo de sua saída. Nem Jackson nem seu empresário, Frank Dileo, estavam dispostos a discutir o assunto.

E depois disso, o cantor não poupou nos simbolismos… Após a decisão de deixar as Testemunhas de Jeová, as imagens ocultas tornaram-se parte de seu trabalho novamente. Sua música Ghosts, por exemplo, é cheia de tais imagens. O videoclipe apresenta vários elementos de terror, de criaturas da noite a referências a Frankenstein e um roteiro de ninguém menos que Stephen King.