Majur lança disco de estreia com participação de Liniker; Ouça “Ojunifé”

Reflexo do amadurecimento da artista, registro tem participações de Liniker e Luedji Luna

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Majur lança, nesta quarta-feira (12), seu primeiro disco de inéditas, chamado Ojunifé. O nome vem do idioma iorubá e significa “olhos do amor”, simbolizando o amadurecimento pessoal e artístico da cantora soteropolitana e dando o tom do atual momento de sua carreira. Com participações de Luedji Luna e Liniker, produção assinada por Ubunto e Dadi e direção musical da própria artista, o álbum explora as diversas facetas dessa nova Majur, indo a fundo em suas vivências, amores e reflexões.

Ojunifé vem sendo concebido há pelo menos dois anos e reflete os aprendizados que Majur obteve durante esse período. “É a minha vida sendo aberta pro mundo, inspirando a viver. Estou muito orgulhosa e emocionada de estar rompendo tantas barreiras”. Sobre as referências musicais do novo trabalho, ela comenta: “Ojunifé é AfroPop, toques alternativos, claves de matrizes africana e indígena, em harmonia com o beat no pop, soul, R&B”.

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Capa de “Ojunifé” (FOTO: Reprodução)

O nome (“olhos do amor”) vem exatamente para celebrar esse momento de plenitude, em que ela consegue olhar-se com o amor que merece. É um trabalho de força e fé na Majur do presente, que tem muito a compartilhar com o mundo, a exemplo do mantra de auto aceitação que é a faixa “Flua”, a segunda da tracklist – “Se deixa viver/Passarinho voa além/Diversidade não tem refém/Eu posso ser que eu quiser ser”.

É sob essa ótica, do amor pleno por si, que Majur navega por reflexões sobre afeto, orgulho e outras vivências. Em “Aquário”, ela está alerta a um relacionamento que não faz bem, e entende que deve seguir em frente, sozinha. “Desculpa, mas, comigo não vai dar/Essa história, eu sei onde chega/Bem que eu quis acreditar/Você não quis acertar, então”. A narrativa desemboca em “Rainha de Copas”, em que Liniker faz coro com Majur, numa faixa sobre o amor próprio necessário para finalizar um relacionamento abusivo (“Você pediu agora aguenta/Pegou pressão, não se esquenta não/Rainha de copas do baralho/Brincou de gato e rato/Cria de naja, não brinca não”). A faixa é, segundo a cantora, o “ponto alto do disco”.

Sobre a parceria com Majur, Liniker reflete: “Desde que a conheci, senti o tamanho atmosférico que sua força tem no mundo, e nessas horas, agradeço as energias ancestrais e aos orixás, por nos permitirem o conhecimento uma da outra e, também, por fazerem com que as nossas caminhadas se juntassem e nos trouxesse para esse mar de amor que Ojunifé trará ao mundo. Seu primeiro disco, de muitas obras colossais que hão de vir”.

Além de Liniker, ela conta com a participação de sua conterrânea, Luedji Luna, em “Ogunté”. “Uma canção que tem tudo a ver com a gente e com a celebração do feminino”, explica Luna, que acompanha Majur desde o início de sua carreira. “Ela é uma grande da minha geração, foi uma alegria gravar com ela. A primeira vez que a vi cantar foi em um barzinho em Salvador. É bonito ver os saltos que ela vem dando”.

Segundo o DJ, músico e produtor Ubunto, que encabeça a produção musical do disco, o trabalho com Majur foi fluído e natural: “Majur é uma pessoa que respeita muito a produção musical e as criações, foi tudo muito bonito. Começamos compondo as músicas e os arranjos e trocando referências em Salvador. Ir para o estúdio foi muito tranquilo, porque já estava tudo na cabeça. Estou até agora processando isso, porque foi tudo muito rápido”.

É com um olhar carinhoso para si mesma que a cantora se percebe plena, orgulhosa da mulher que é. “E como se fosse certeza, te jurei meu amor/Se nos transpassasse mil vidas, memória vividas/Se eu pudesse escolher, te amaria de novo/E de novo, E de novo”, ela canta em “De novo”, a faixa de encerramento, na qual ela parece falar com a Majur de anos atrás, declarando seu amor incondicional por ela.

O novo disco vem também repleto de visuais impressionantes. Para criar o universo imagético de Ojunifé, o diretor criativo e stylist Bruno Pimentel colaborou com Majur para resgatar as raízes da artista e refletir, ao mesmo tempo, o seu presente. “E foi nessa busca que descobri a sua ancestralidade, e entendi que precisávamos reverenciá-la. Acredito que, para criarmos um ‘novo agora’, precisamos entender de onde viemos, como chegamos e o que nos mantém. Respeito muito a história da Majur e acho que consegui imprimir essa vivência. Queria mostrar o impacto que ela causa e estou muito orgulhoso do trabalho final”, ele explicou.

O “encarte” do trabalho é uma parceria entre Bruno, Majur e o fotógrafo Guilherme Nabhan e explora as várias Majur’s que percebemos nas músicas: a mulher em busca de sua identidade, a que redescobre o amor, a que se sente confortável e feliz na própria pele e o furacão que impõe respeito e dita as próprias regras, entre outras. Todas encapsuladas na artista que se apresenta em Ojunifé. Por sua vez, a capa do álbum é de autoria do duo de fotógrafos MAR+VIN (que trabalharam com Anitta recentemente em “Girl From Rio”), com direção criativa e styling de Bruno Pimentel e beleza de Krisna Carvalho.

“O que eu pude perceber, logo de cara, foi que ela sabia muito bem o que pretendia para as músicas. Mas, mesmo assim, sempre muito aberta, tanto a críticas quanto a tentar alguma coisa diferente. Ela tem uma potência na voz e um alcance único, que vi poucas vezes em estúdio. E consegue transmitir tudo isso nas músicas dela, indo de momentos suaves para momentos de explosão”, colocou Rodrigo “Funai” Costa, engenheiro de som do registro.

Outra colaboradora do disco, a trombonista Luana Idelfonso, completa: “Foi maravilhoso ter a oportunidade de conhecê-la e tê-la ali, no dia em que gravamos a voz dos sopros. Foi proveitoso, por saber exatamente o que ela queria e dar vida às ideias dela, no mesmo raciocínio”. Taís Feijão, responsável pelas guitarras de Ojunifé, também elogia a experiência no estúdio: “Majur é uma potência. Foi muito interessante, uma oportunidade de criação nova, de uma forma que me impactou tremendamente. Muito importante termos essa parceria de pretos, os pretos se ajudarem, estarem um perto do outro”.

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