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O cantor e compositor norte-americano Marilyn Manson (FOTO: Reprodução)

Recentemente, o cantor Marilyn Manson abandonou uma entrevista após ser questionando pela Metal Hammer, sobre as acusações de abuso sexual de sua ex-noiva, Evan Rachel Wood.

Vale ressaltar que Evan nunca disse o nome do artista, porém, as datas batem sobre quando eles estavam juntos. Após diversas tentativas de conseguirem uma resposta do cantor, a assessoria do mesmo disse:

Nós nunca nos recusamos a responder. Vocês escolheram não nos contar o que vocês estão escrevendo e é impossível responder a algo cujo conteúdo nós não conhecemos.”

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Leia o que a assessoria de Marilyn Manson escreveu na íntegra:

Nós aconselhamos o nosso cliente a não mais comentar no seu artigo.

Testemunho pessoal é apenas isso, e nós achamos que não é apropriado comentar nisso.

Você então segue falando sobre o Manson ser acusado de ‘coisas terríveis’ por ‘críticos’ não nomeados mas não oferece nenhuma guia em quem são esses críticos e quais são essas coisas, então não é possível comentar.

Você então menciona Mickey Rourke [Evan Racel Wood esclareceu que não foi ele quem cometeu os abusos]. É do meu entendimento que Evan Rachel Wood teve relacionamentos com múltiplas pessoas durante o tempo em que estava se relacionando com Manson. Pesquisa básica na internet irá te dar uma série de outros nomes que não surgiram em nenhuma de nossas discussões.

Seus próximos dois pontos lidam com comentários que Manson fez à revista Spin em 2009. Sua confusão sobre a linha do tempo disso é extremamente preocupante. [Noda do editor da Metal Hammer: não há confusão na linha do tempo.] Os comentários na Spin onde Manson teve uma fantasia de usar um martelo em Evan e se cortou 158 vezes foram obviamente uma entrevista teatral de um rock star promovendo um novo disco, e não um relato factual. O fato de Evan e Manson terem ficado noivos seis meses depois dessa entrevista indicaria que ninguém levou essa história literalmente.

Você segue falando sobre Manson comentando de assédio sexual, ‘Me Too’ e especificamente as experiências da sua ex-parceira Rose McGowan. Todas essas são questões que Manson já falou sobre publicamente e estão disponíveis online. Por favor veja essa entrevista com o Channel 4 em 15 de Dezembro de 2017.

Manson nunca se intimidou em fazer comentários públicos — igualmente ele não precisa fazer o mesmo comentário duas vezes.

Não haverá mais comentário sobre canções específicas. Seu jornalista teve a oportunidade de perguntar Manson sobre sua música — uma das únicas duas entrevistas concedidas no Reino Unidos — e ele escolheu não fazê-lo. Tentar retirar uma seção de uma música de um artista com uma carreira de mais de 30 anos para encaixar em uma narrativa é ao mesmo tempo dissimulado e problemático.

Você menciona a ex-noiva de Manson Rose McGowan nas suas questões. Rose é uma das mais corajosas e mais vocais figuras centrais do movimento Me Too. Manson continua amigo de McGowan e ela fala com muito carinho de seus três anos e meio juntos. Há múltiplas fontes ao redor do mundo. Eu linko para um artigo do Washington Post sobre o livro de McGowan, ‘Brave’.

Você falha em mencionar a ex-esposa de Manson Dita Von Teese, que continua tendo uma boa amizade com Manson. Citando um artigo da Female First publicado em 2018, ‘Dita admite que foi ‘sortuda’ em evitar quaisquer episódios abusivos na indústria do entretenimento em sua carreira’.

Também há inúmeros artigos através de múltiplos anos nos quais Evan Rachel Wood fala muito positivamente sobre seu relacionamento com Manson. Em um ‘The Edit’ da NetAPorters.com: ‘Eu não trocaria nada do [nosso relacionamento]’, Wood falou à revista. ‘Eu aprecio tudo que ele me ensinou. Eu só não acho que éramos certos um para o outro.’

Finalmente você fala sobre ameaças de morte. Manson sabe tudo sobre essas — ele já recebeu várias. Ele passou sua carreira sendo culpado por tudo desde Columbine até suicídio de adolescentes. Infelizmente, vivemos em um tempo onde as pessoas acreditam o que elas lêem na Internet, e se sentem livres para falar o que querem sem qualquer prova real. Os efeitos podem ser catastróficos e promover informação que não é baseada em fatos é totalmente irresponsável. Tudo que podemos tentar fazer, como mídia e como indivíduos, é usar fatos e a verdade e não nos esconder atrás de fofocas e conjecturas para ampliar nossas próprias agendas.