MC Serginho fala da saudade de Lacraia 10 anos após sua morte: “Me transformou”

A dançarina faleceu aos 33 anos, em 10 de maio de 2011

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Dez anos após a morte da dançarina Lacraia, vítima de uma pneumonia, MC Serginho falou sobre a saudade que sente da amiga e relembrou a parceria, que rendeu grandes hits do funk carioca.  

Os dois se tornaram amigos nos anos 2000 e a convivência se tornou mais intensa depois que começaram a trabalhar juntos. “É difícil não lembrar. Recebo mensagem de todo mundo, mandando muito carinho. Minha oração é para ela se manter iluminada, onde estiver e a cada dia. Passei 12 anos da minha vida com a Lacraia, convivendo diariamente. A gente sabe que [a morte] é uma coisa certa. Mas é difícil de a gente aceitar”, disse ao jornal Extra.

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O funkeiro contou que ainda se encontra com a família de Lacraia. Segundo ele, todos estão bem e sentem muita falta dela. “Estão todos bem. Às vezes vejo a mãe, Dona Maria Alice, as irmãs. A mais nova postou sobre a saudade da Lacraia. Eles eram muito agarrados”, declarou.

Os artistas, que são da comunidade do Jacarezinho, Zona Norte do Rio, se conheceram na quadra do Salgueiro e ficaram amigos antes da fama. O MC relembra que Lacraia era bem receptiva, respondia aos problemas com bom humor e tentava contornar a situação.

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No entanto, ele também recordou um episódio sério: “Nós fomos em um jogo no Maracanã e decidimos sair um pouco antes do fim da partida para evitar a multidão. Dois rapazes saíam do banheiro. Um deles deu um tapa nela, estava bêbado. Reclamei. Ele deu outro. Aí eu caí para dentro. Mas depois ficou tudo bem. E a gente até conversou”. 

MC Serginho também enalteceu a importância de Lacraia para a comunidade LGBTQIA+. “Tem antes e depois da Lacraia. Na cidade do interior, esse grupo de LGBTs assumidos agradeceram. Disseram que antes as pessoas gritavam para eles ‘viados escrotos’, e agora gritavam ‘vai lacraia’. A gente entendeu que tinha um papel importante na missão de ressocializar as pessoas (da comunidade LGBTQIA+). Arrisco dizer que não há pessoa mais importante do que ela nisso. Porque depois, o tema começou a aparecer mais na televisão, nas novelas.”.

“Foi um grito de liberdade: quem estava em cima do muro, caiu. E quem estava no armário, saiu”. Ele guarda todas as memórias com muito carinho: “É inexplicável. Só quem perdeu alguém assim sabe como é. Não fui a lugar nenhum sozinho. Para mim foi um privilégio. Por isso, oro pela minha mãe, pelo meu pai e pela Lacraia, que me fez conhecer coisas, apresentou situações, pessoas e me transformou”, completou.

Lacraia faleceu aos 33 anos no dia 10 de maio de 2011. Antes da fama, ela trabalhou como cabeleireira, camareira e camelô. A dançarina chegou a ser internada e receber tratamento em um hospital no Rio de Janeiro, mas não resistiu. 

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