Após uma longa temporada de espera marcada por cinco singles e o EP acústico “Versões”, no ultimo mês nasceu o “Rito de Passá”, primeiro álbum de MC Tha. Produzido de forma independente, o disco de uma das revelações do ano é regido por meio da faixa Rito de Passá: “ritual diário que nos ensina a viver o hoje. As dores, as alegrias, as inseguranças, a espera!”. Conhecida pelo hit das paradas alternativas “Céu Azul” com Jaloo, Mc Tha se prepara agora para subir ao palco do Lollapalooza em 2020. Em entrevista ao site, discursamos sobre carreira, processo criativo e as expectativas para a sua performance no maior festival alternativo do mundo, o Lolla. Confira:

– Tha, o seu gênero se diferencia do pop e do funk mas mesmo assim você chama o seu som de “umbandafunk”. O que é isto? Como você o define?  Eu nunca defini meu gênero musical como “umbandafunk”. Na verdade, não ando definindo porque não sinto necessidade de estar encaixada num estilo só e isso atravessa até pro lado estético da coisa. Eu parto sempre do Funk porque é minha primeira identidade, foi onde me descobri enquanto artista. Quem tenta definir são as pessoas mesmo. 
– “Rito de Passá” é o seu primeiro álbum e todas as faixas são solo, esta escolha foi sua? Geralmente artistas debutantes utilizam do feat. para chamar atenção… 
Pelo contrário: Rito de Passá é um álbum muito colaborativo. Existem feats com cantores, produtores a instrumentistas. Por exemplo “Onda” que canto com Jaloo acompanhada da guitarrada de Felipe Cordeiro, cantor e instrumentista Paraense. 

– É dificil ver você participando de duetos, além de Mateus Carrilho e Jaloo, você já gravou mais feats.? Qual é o teu processo criativo e de escolhas para cantar contigo?Acabei de participar de uma faixa do álbum do Emicida. Eu procuro me juntar com pessoas que realmente participam da minha vida de alguma forma. É tudo muito sincero, sem apelo comercial e mercadológica. 
– Fora o sucesso “Céu Azul”, você e Jaloo já fizeram outra canção?
Sim, “Onda” que faz parte do meu álbum e “A Cidade” que compus e ele gravou em seu primeiro álbum.

– Você quem escreve e produz suas músicas?Eu componho letra e melodia de todas as minhas músicas e tenho a honra de ter a colaboração de produtores musicais que entendem meu trabalho e conseguem traduzir. 

– Vem cá, como foi para você ser anunciada para o Lollapalooza tento apenas um álbum na carreira? Este sera o seu maior evento até então, não?Eu tenho vários grandes eventos na memória. Essa coisa de tamanho não é medida pra mim porque cada show é único e sempre especial. Recebi a notícia do Lolla com braços abertos mas não tão surpresa porque trabalho nesse sonho desde os 15 anos, deixei muita coisa de lado pra sustentar meus sonhos, então não é nada anormal já que trabalhei e botei energia pra rodar em festivais, rodar vários estados e etc. 
– Você já desenhou o show que pretende fazer no Lolla? O que você já pode nos contar?Vou só ser o que já sou e estou sendo numa talvez versão melhorada.
 – Até abril de 2029, você lançará faixas novas para cantar no Lollapalooza?Vou lançar algumas coisas mas não exatamente em áudio!

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