Michael Jackson chorou ao ver percussionistas do Olodum tocando

MJ era apaixonado pelo grupo Olodum

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Como todos sabem, o clipe de “They Don’t Care About Us”, de Michael Jackson, foi gravado em 1996 no Pelourinho, em Salvador, com a participação do bloco afro Olodum, o que levou à fama internacional.

De acordo com o MJ Beats, a história do Olodum com Michael Jackson começou com uma viagem do grupo aos Estados Unidos em 1990. Os integrantes do bloco encontraram Paul Simon, que perguntou onde queria ir. Pediram para ver Spike Lee. Paul Simon ligou para o cineasta e marcaram o encontro. Eles foram à loja de Lee e o convidaram para ir a Bahia dizendo que além de muitos negros, da cultura efervescente e da identidade, havia uma “resistência ativa”. O cineasta perguntou o que era essa “resistência ativa” e João Jorge Rodrigues, presidente do Olodum, respondeu que precisaria visitar Salvador para conhecer.

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As conversas continuaram de 1990 até 1996, quando Lee disse que estava indo levando um artista internacional pop. Ele mandou uma fita k7 e o bloco se deu conta que era Michael Jackson.

Para gravar o clipe, ele pediu 215 percussionistas e dois dias, um de ensaio e outro de gravação.

“Durante um dia inteiro demos uma noção terminativa com nossos 215 percursionistas. Spike Lee dirigia e Michael Jackson via tudo, de chapéu, de guarda-chuva, mas fascinado com tanta gente tocando precursão”, conta João Jorge, ao programa Guia Negro Entrevista.

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No final da gravação, Michael Jackson foi em direção ao lado direito do Pelourinho e começou a chorar dizendo: “nunca tinha visto isso no mundo”. Ele esteve em vários lugares da África, gravou clipes, mas nunca tinha visto “o som do coração pulsar” da forma que os 215 percussionistas fizeram. Com o clipe, Spike Lee e Michael Jackson deram projeção ao Olodum “como uma bolsa de canguru: “vupt”, fizeram um cavalo de Tróia para a Babilônia (um sistema injusto operado a partir da Europa, dos EUA e países ricos contra a sua própria população, na maior descendente de escravo, de indígenas e que vivem subjugadas na babilônia)”, define João Jorge.

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