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A legendária banda britânica The Beatles (FOTO: Reprodução)


Segundo o biógrafo e pesquisador Albert Goldman, em seu livro The Lives of John Lennon (John Lennon.): certa vez em Hamburgo, Lennon e seu amigo Pete Best ainda na fase inicial dos Beatles assaltaram, espancaram e roubaram um marinheiro alemão bêbado. Lennon disse a amigos que havia derrotado outro marinheiro e o deixado deitado na rua.

O episódio também foi citado pelo jornalista Geneton Moraes Neto em seu livro Cartas ao Planeta Brasil (1988). No trecho citado, o comunicador pernambucano extraiu declarações de 1962 do baterista inglês Pete Best, conhecido como o cara mais azarado do mundo.

Numa noite um marinheiro alemão foi ver uma apresentação nossa. E pagou uma rodada de cerveja para nós. Os Beatles, como os alemães gostam de fazer. Nós vimos então o tamanho da carteira do tal marinheiro, era gorda e recheada. John pensou: Vamos roubá-la! Nós discutimos a ideia. Para mim e para John parecia boa. Paul e George não pareciam tão convencidos porque achavam perigoso. Eram quatro da manhã quando o marinheiro de carteira cheia resolveu ir embora. Nós quatro – Eu, John, Paul e George – saímos no frio de novembro para segui-lo. Quando nos aproximamos era um estacionamento deserto.

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O local ideal para o golpe, Paul e George resolveram ir embora. George dizia que estava cansado. Eu e John avançamos em cima do marinheiro, eu não estava bêbado quanto esperávamos. Tanto é que ele reagiu imediatamente. John deu um soco no marinheiro que ficou de joelho. Eu tentei agarrar a carteira cheia de dinheiro. Mas o marinheiro, um homem de experiência, logo ficou de pé de novo. Deu um empurrão em Lennon – que foi parar longe. E meteu a mão por trás da calça.
Nós vimos que ele ia apanhar um revólver. Nós ainda avançamos de novo sobre ele com as cabeças protegidas. Ele
começou a disparar. Tudo o que a gente queria naquele momento era ir embora dali correndo. Por sorte nossa, o revólver apenas expelia gás. Era um tipo de revólver que se usava em Hamburgo para defesa pessoal. Nunca esqueci desta história, porque é um bom exemplo, de como éramos impossíveis e selvagens o bastante para fazer uma coisa desta”.

Pete revela ainda informações sobre as múltiplas facetas de John Lennon: “Sempre houve dois lados de John Lennon. Um era o lado público, o John sarcástico, abusivo. Mas há um outro lado – que conheci bem quando convivemos. Era um lado mais amável. Nós nos sentávamos e discutíamos sobre namoradas e o que sentiríamos quando estivéssemos longe delas… um lado que não se nota tanto. Nós nos sentávamos num clube. Se tínhamos acabado um namoro, ficávamos diante de uma cerveja e começávamos a ter uma conversa sentimental. É algo que precisamos conhecer, para descobrir o outro lado de John”.

Confira uma entrevista de Pete Best para o jornalista norte-americano David Letterman com revelações sobre a história dos Beatles.