Freddie Mercury
O cantor zanzibense Farrokh Bulsara mais conhecido como Freddie Mercury (FOTO: Reprodução)

Os fãs da banda Queen foram pegos de surpresa em 23 de novembro de 1991, quando o vocalista do grupo, Freddie Mercury, emitiu um comunicado oficial. Através do seu empresário, Jim Beach, um dos maiores nomes do rock confirmou o que a mídia especulava por muito tempo.

“Seguindo a enorme conjectura da imprensa nas últimas duas semanas, venho confirmar que fui diagnosticado como HIV positivo e tenho AIDS. Achei correto manter essa informação em sigilo para proteger a privacidade das pessoas ao meu redor. No entanto, chegou a hora de meus amigos e fãs ao redor do mundo saberem a verdade e espero que todos se unam a mim, aos meus médicos e a todos os que estão no mundo na luta contra essa terrível doença. Minha privacidade sempre foi muito importante e eu sou famoso por não dar muitas entrevistas. Por favor, entenda que esta política continuará”, afirmou o cantor no comunicado. 

O artista já não era mais o mesmo. A doença, que o deixou completamente magro, foi responsável pelo seu afastamento dos palcos. Na madrugada do dia 25 de novembro, os fãs receberam uma nota ainda mais trágica: o cantor havia falecido após contrair uma pneumonia, como consequência da AIDS. O funeral aconteceu dois dias depois no crematório de West London, no Reino Unido.

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Entre os presentes na cerimônia estava Mary Austin, que manteve um envolvimento de seis anos com o vocalista do Queen. “Freddie não queria que ninguém tentasse desenterrá-lo, como aconteceu com algumas pessoas famosas. Isso porque os fãs podem ser profundamente obsessivos”, disse Mary em entrevista à David Wigg, um jornalista britânico e amigo do astro. O cantor escolheu a cremação. 

O astro ao lado de Mary Austin / Crédito: Wikimedia Commons

A mulher, além de herdar a mansão e a fortuna do astro, ela também guardou um grande segredo por anos. Ela é a única pessoa que sabe onde estão as cinzas do cantor.

De acordo com Wigg, em seus últimos dias, Freddie Mercury fez um pedido excêntrico à mulher que descrevia como “amor de sua vida”. Após a cerimônia, ela deveria recolher suas cinzas e jogar em um local secreto, que nunca poderia ser divulgado. E nem mesmo os seus pais poderiam participar do momento.

Devido às muitas perseguições de fotógrafos e jornalistas, a caixinha com as cinzas de Mercury ficou guardada durante 2 anos na mansão do cantor. Até que em um dia comum, Mary fingiu que tinha uma consulta marcada e se dirigiu ao local em que as cinzas seriam finalmente despejadas. “Certa manhã, saí da mansão com a urna. Tinha que ser como em um dia normal, então a equipe não suspeitaria de nada – poderia gerar uma fofoca entre os membros.”, falou Austin. 

O segredo esteve perto de ser revelado em 2013. No Cemitério de Kasal Green, no mesmo local do crematório West London, alguns fãs perceberam a existência de uma placa com a inscrição “Em memória amorosa de Farrokh Bulsara”, assinada apenas com a letra “M”.

A placa encontrada por fãs em 2013 / Crédito: Divulgação 

Logo se espalhou a notícia de que o M poderia ser uma abreviação para Mary, já que o nome verdadeiro de Freddie Mercury é Farrokh Bulsara. Uma nota no site do cemitério afirma que placas como essas “podem ser fornecidas para aqueles cujos restos cremados foram espalhados no jardim”. 

Austin negou a revelação dos fãs e se depender dela, hoje com quase 70 anos, o pedido de Freddie será respeitado por todo sempre.