Obras de Bob Dylan rendem 300 milhões de dólares e estariam entre melhores investimentos mundiais

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No Brasil, fintech oferece oportunidades que vão de Paulo Ricardo a Pancadinha com rentabilidade na casa de 2 dígitos

Bob Dylan, Neil Young, Stevie Nicks, Paulo Ricardo, Luiz Avellar e Pancadinha. Diferentes estilos musicais, mas uma coisa em comum: todos esses artistas realizaram concessões de direitos autorais, permitindo que investidores pudessem diversificar seu portfólio aplicando em royalties musicais.

Esta modalidade de investimento alternativo está entre as que mais crescem no mercado internacional, onde se destaca a plataforma Royalties Exchange, que oferece aos investidores de varejo e institucionais acesso a fluxos de royalties, anteriormente disponíveis apenas para membros do setor, capital privado ou fundos institucionais. Já foram realizadas mais de mil operações de royalties musicais, de filmes e marcas registradas com um volume de transações de US$ 84 milhões e retorno médio de 10% ao ano.

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A tendência deste tipo de operação é crescente e celebridades, como Bob Dylan, estão cedendo seus royalties. No caso do cantor, a venda de 100% do catálogo composto por mais de 600 composições para a Universal Music, realizada em dezembro de 2020, rendeu algo em torno de US$ 300 milhões e é considerada a maior operação de direitos de publicação musical da história

No Brasil, cantores famosos como Paulo Ricardo também aderiram à venda de royalties musicais, trazendo novas oportunidades aos investidores. À frente da operação está a fintech Hurst Capital, plataforma de investimentos em ativos alternativos. Ao todo, o acordo envolve uma carteira composta por 590 obras e fonogramas e inclui parte dos sucessos como “Rádio Pirata”, “Olhar 43”, “A Cruz e a Espada” e “Vida Real”, canção conhecida nacionalmente por integrar a vinheta do reality show Big Brother Brasil.

Para se ter uma ideia, somente “Olhar 43” registra mais de 20 milhões de plays no Spotify. O artista possui 276.741 ouvintes mensais no Spotify e a banda RPM conta com outros 582.781 fãs na plataforma. “A cada execução pública de uma música do portfólio, os royalties são pagos para os titulares dos direitos autorais e conexos. A rentabilidade da operação advém exclusivamente do número de execuções”, explica o CEO da Hurst, Arthur Farache.

A primeira captação aconteceu em outubro de 2020 e a operação foi reaberta na primeira semana de janeiro, com uma rentabilidade estimada de 12,62% ao ano no cenário base, com prazo de 78 meses. Até o dia 07 de janeiro, 44,28% do total previsto já havia sido captado.

MPB

Outro brasileiro que decidiu vender seus direitos autorais é o pianista e compositor João Luiz de Avellar, consagrado de trilhas sonoras de telejornais diários em rede nacional e músicas de MPB e Bossa Nova. A Hurst adquiriu os royalties de obras e fonogramas de mais de 5.200 músicas e estima retorno de 13,79% a.a. (líquido de fees e bruto de impostos) com um múltiplo de aproximadamente 1,53x e um horizonte de investimento de 78 meses. A operação, também lançada inicialmente em outubro de 2020, foi reaberta em janeiro para uma nova tranche de captação.

Sertanejo e pagode

Destaca-se ainda a operação aberta dos royalties musicais das 468 obras de titularidade do Philipe Rangel Santos de Castro, por intermédio da Orb Music. O compositor de sertanejo e pagode, conhecido como Pancadinha, é consagrado por suas composições, como “Largado as Traças”, “Bebi Liguei”, “Carrinho na areia”, “Chave e Cadeado” e outros. Os pagamentos mensais de royalties geram o retorno esperado para operação de 13,00% a.a. (líquido de fees e bruto de impostos) com um múltiplo de aproximadamente 1,50x e um horizonte de investimento de 78 meses.

Mercado crescente

Dados do relatório anual da IFPI (Federação Internacional da Indústria Fonográfica) mostram que a receita total do mercado mundial de música gravada cresceu 8,2%, subindo para US$ 20,2 bilhões em 2019. A receita de streaming atingiu US$11,4 bilhões, respondendo por mais da metade do faturamento (56,1%). Ao todo havia cerca de 341 milhões de usuários de serviços de streaming pagos no final de 2019, sendo a América Latina a região que mais cresceu, 18,9%. O Brasil registrou um incremento de 13,1% em streaming. Hoje o Brasil ocupa a 10ª posição no ranking de maiores mercados de música no mundo com US$ 327 milhões em música gravada.

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