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A cantora maranhense Pabllo Vittar (FOTO: Reprodução)

Com curvas que a colocam no patamar de uma sex symbol mundial com propagandas para as mais diversas marcas de roupas, engana-se quem pensa que Pabllo Vittar nunca teve problemas de auto-estima.

Da mesma forma que muitos jovens LGBT, a cantora maranhense também sofreu com problemas por causa de bullying e da homofobia. Numa conversa com o jornal Folha de SP, a drag queen fez revelações sobre sua infância e contou que, devido ao bullying, demorou a se aceitar.

“Eu não tinha muito segurança com meu corpo quando era criança. Sofria muito bullying porque era afeminada e gordinha, e minha mãe não deixava meu cabelo grande porque eu tinha um probleminha de caspa. A cabeça raspada, gordinha e afeminada… Era uma prato cheio para quem quer fazer bullying ou chacota dos outros”, revelou Pabllo Vittar.

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Por causa do grande assédio e da homofobia das pessoas, a artista admitiu que evitava sair de casa. “Eu tinha muito receio de sair na rua, de vestir certos tipos de roupa”, lembra.

Com o passar dos anos, contudo, Pabllo Vittar foi ganhando mais confiança e então conseguiu superar a fase difícil. “Fui entendendo que foda-se, sabe? [sic] Vou ser feliz do jeito que eu sou e usar a roupa que eu quero usar. Não vou ficar sendo refém do que os outros acham”, afirmou. “Fui trabalhando isso no decorrer da minha vida. Todo dia trabalho um pouquinho”.

A estratégia, revela a drag queen, foi tentar cultivar o amor próprio. “Eu me amo. Quando você se olha no espelho e se enxerga autossuficiente, nada te abala”, conclui.

Recentemente, batemos um papo com o hitmaker Rodrigo Gorky sobre os hits da Pabllo, censura nas rádios, Urias e a respeito do “111”, o novo álbum da drag. Para ler a entrevista clique aqui.