paula toller
A cantora carioca Paula Toller (FOTO: Reprodução)

Paula Toller, que fez 58 anos recentemente, revelou algumas curiosidades sobre sua vida e sua carreira ao jornalista Rodrigo Faour.

Assuntos como feminismo, convites para posar pelada, o fim do Kid Abelha, virgindade e a era do “cancelamento” foram abordados.

Sobre as diversas propostas para posar nua, a cantora disse: “Imaginava eu naquele ônibus com a banda viajando e aquelas pessoas ali, folheando a revista… Meu filho pequeno… Foram várias propostas. Tinha uma espécie de ranking na época, das mais desejadas, que eram as que não topavam. Mandavam flores, chocolate”.

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Ela não se envergonhou ao falar sobre sua perda de virgindade: “Não andava com o pessoal mais moderninho, não. Da minha roda de amizade, da escola ou da rua, fui uma das últimas a namorar”.

“Comecei a namorar com 15, mas fui uma das primeiras a transar. Já tive logo um primeiro namorado que durou quatro anos”, revelou.

Sobre a onda de cancelamento na web, Paula Toller foi direta: “Hoje em dia fala-se muito de cancelamento, mas eu sou cancelada pela crítica há décadas”, disse. “É claro que eu também estava aprendendo. Fazia um monte de coisa que deu certo e um monte de coisa que não deu. Mas eu tinha, sim, a ambição de ser uma compositora, uma cantora, uma artista”.

E ainda falou sobre como tratava o feminismo em suas músicas: “Garotos foi uma música que, na época, eu me achei muito metida fazendo. Mas foi bom porque se você não é metida, no sentido de ter uma certa arrogância, você não faz nada. Tipo assim, vou falar isso mesmo. Acho que foi minha primeira música feminista. É curioso que a música envelheceu bem”.

Sobre o fim do Kid Abelha, a loira disse: “Tenho o maior respeito, e o Kid Abelha para mim não é nenhum tabu. É uma coisa que só foi boa. Acabou porque tinha que acabar porque não seria mais boa. Tem uma hora que os personagens não cabem mais em você”.

“Sinceramente tive muita sorte de fazer sucesso muito cedo, de fazer um grande sucesso muito cedo. Estou falando de coração. Só tenho boas lembranças. Tudo de bom que tenho na vida foi a música que me deu”.

FOTO: Reprodução

Ela ainda revelou que seu primeiro show foi com playback: “A gente fazia o Chacrinha toda semana porque a música, Pintura Íntima, ficou um ano tocando sem parar. Existiam esses shows de subúrbio de playback, e quem arrumava esses shows era o pessoal da produção do Chacrinha”.

“O primeiro dinheiro que eu ganhei foi com show de playback. Não tinha infraestrutura nenhuma de ao vivo. O público queria ver os artistas que eles viam na televisão. A gente ia lá e dublava”.

Sobre o dinheiro que ganhava no ínicio da carreira, ela brincou: “Comecei a levar dinheiro para casa porque era pago em notas, notas pequenas. Era um bolo de notas e eu guardava o dinheiro numa gaveta em casa. Eu falei: ‘meu deus, minha avó vai achar que eu virei prostituta, alguma coisa assim”.