deize tigrona
A cantora carioca Deize Tigrona (FOTO: Reprodução)

Considerada uma pioneira no funk feminino, a cantora Deize Tigrona deu uma entrevista ao jornal O Globo nesta sexta-feira (dia 3), onde comentou sobre as atuais representantes do movimento incluindo Anitta e Ludmilla.

“[Elas] são necessárias porque hoje em dia o funk não envolve só a favela, envolve outras coisas. Elas estão num outro patamar, que é o do capital. Hoje em dia os produtores investem no funk, na minha época não existia isso. Eu e a Tati Quebra Barraco fomos totalmente precursoras em insistir nisso. Porque hoje Anitta e Ludmilla podem até cantar pop, mas elas dançam como se fosse funk”, afirmou a funkeira.

Vale lembrar que se hoje o funk brasileiro, ganhou fama internacional, tudo começou quando o produtor norte-americano Diplo sampleou “Injeção” (de Deize) no hit “Bucky Done Gun”, o que acabou colaborando para M.I.A. explodir no mundo inteiro.

Depois de afastar-se dos palcos em 2009 e lutar contra a depressão Deize Tigrona já anunciou que prepara um novo disco. O primeiro single, aliás chama-se “Vagabundo” e foi lançado em dezembro.

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Quando eu falo de sexo, é sobre o que acontece realmente, sobre o que pode ser bom ou o que pode ser ruim. Sobre as pessoas que incomodam de tal forma que você acha que vai acontecer um estupro, ou sobre aquelas que você vai amar para a vida toda. E quando eu saio de casa para curtir um funk, é para dançar. As pessoas que curtem funk sabem o que estão ouvindo e querem dançar de quatro, como está nas letras dos funks. Para alguns homens, isso é obsceno; para a gente, é arte”, declarou a cantora.