Porrada? Ludmilla quer se encontrar com socialite que fez comentário racista

Lud ainda terá que pagar os honorários dos advogados de Val

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De acordo com informações do colunista Erlan Bastos EM OFF, a empresária Val Marchiori venceu um processo movido contra ela em 2016 pela cantora Ludmilla.

Ao POPline, a cantora disse: “Não vou desistir e nem é só por mim. Eu tenho visibilidade, tenho provas e ainda assim tô passando por isso. Imagina quem é anônimo? Não posso e não podemos desistir”.

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Logo em seguida, Ludmilla foi ao Twitter e fez um comentário sugestivo: “Já que a justiça não faz nada, quero marcar um encontro com a Val pra ela soltar a liberdade de expressão dela no pezinho do meu ouvido, petição pra esse encontro RT”.

A assessoria de Lud, por sua vez, enviou uma nota que diz:

Recebemos com surpresa a informação que após ser chamada de “Cabelo de bombril” e vencer processo, Val Marchiori tenha recorrido e ganhado a ação e informamos que a assessoria jurídica da artista está analisando a decisão para eventual recurso. É lamentável, ainda, que a ré comemore uma vitória sobre o preconceito como vem fazendo em suas redes sociais. É lamentável que a branquitude celebre o o horror que é o racismo. Esta decisão mostra o quão difícil é lutar contra o racismo que atinge todas as estruturas do país.”

Entenda o que aconteceu:

Na época, a funkeira se sentiu ofendida após a socialite dizer que o cabelo dela estava “parecendo um Bombril” durante um desfile de carnaval, de acordo com o colunista, o recurso apontou que ela apenas usou sua “liberdade de expressão” .

Em junho de 2020, o juiz da 3ª Vara Cível da Ilha do Governador deu ganho de causa à Ludmilla, condenando a empresária ao pagamento de R$ 30 mil e a obrigando uma retratação pública.

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Dessa decisão, Val recorreu para o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que julgou o processo e o reverteu em favor de Val. Segundo a 14ª Câmara Cível, Val usou de sua liberdade de expressão para tecer comentários sobre a fantasia de Ludmilla.

“Em que pese ter sido proferida uma observação de natureza ácida, veiculando opinião em tom de crítica dura, não é possível se extrair dos fatos supracitados qualquer intenção de desqualificar ou ofender a autora em decorrência de sua cor de pele, tampouco de ridicularizá-la ou depreciar a pessoa. O que se vê, em verdade, é que a conduta da apelante se insere no exercício do seu direito de crítica, derivado da liberdade de informação e de expressão”, diz um trecho da decisão.

O Tribunal disse que tomou essa decisão observando a liberdade de informação, vedação de censura e a livre manifestação de pensamento. O que decidisse diferente disso, completou, seria restringir a manifestação social, artística e cultural.

Por isso, Val Marchiori não terá que pagar nada a Ludmilla e a funkeira terá que pagar honorários advocatícios aos advogados da empresária, no valor de 10% sobre o valor da causa de R$ 300 mil.

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