Bono Vox
O músico irlandês Bono Vox da banda U2 (FOTO: Divulgação)

Os fãs de música estão ansiosos pelo retorno dos shows presenciais. E a notícia da chegada da vacina preventiva contra COVID-19 nos EUA – que já está sendo distribuída em alguns países – deu alguma esperança de que os concertos poderão regressar mais cedo do que se esperava.

Uma das pessoas que vem comentando o assunto é o presidente da Live Nation, Joe Berchtold, que estima um regresso dos shows para o Verão norte-americano de 2021 para apresentações ao ar livre. O executivo apontou a possibilidade numa entrevista de segunda-feira (7 de Dezembro) no Squawk Alley da CNBC. Os dias de Verão nos Estados Unidos vão de 21 de junho a 23 de setembro. A empresa, cabe ressaltar, foi responsável por turnês mundiais de players como U2, Madonna e Shakira.

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Isso confirma as previsões anteriores de que o outono norte-americano do próximo ano seria o mais cedo que os concertos ao vivo poderiam voltar a acontecer, uma estimativa apresentada em abril por pelo menos um perito em saúde e pelo governador californiano Gavin Newsom.

A melhoria das perspectivas deve-se sem dúvida à notícia de que duas vacinas que combatem a doença de coronavírus 2019 – uma da Pfizer e BioNTech, outra da Moderna – parecem estar no bom caminho para inocular grandes grupos de pessoas em todo o mundo, como noticiou o New York Times. Os reguladores da saúde no Canadá e no Reino Unido já aprovaram a vacina Pfizer para utilização nos seus países, como a AP News assinalou. Uma resposta da FDA dos EUA sobre a aprovação dessa mesma vacina para os americanos deverá chegar em breve.

Tal expectativa do retorno dos shows estava claramente na mente do presidente da Live Nation esta semana.

“Começamos a ver com muito maior clareza qual é o caminho para regressar à vida, e certamente muita confiança sobre esse regresso à vida”, explicou o executivo à jornalista da CNBC Julia Boorstin, como relatado pela Spin.

Berchtold continuou, “Nos principais mercados EUA/Europa Ocidental, continua a ser nossa expectativa que no próximo Verão, estejamos de volta aos nossos principais espetáculos ao ar livre – os nossos anfiteatros aqui nos EUA, festivais a nível global. Vamos ser capazes de fazer esses espetáculos”.

O que ele não abordou diretamente, contudo, foi se a Live Nation planeja exigir prova de vacinação ou um recente teste COVID negativo para entrada em concertos. No mês passado, essa ideia rendeu manchetes quando a empresa Ticketmaster propôs um cenário em que os participantes teriam de fornecer tal documentação.

Em vez disso, Berchtold apontou apenas as “regras oficiais de saúde do mercado local” como os fatores decisivos em que o público pode assistir a futuros espetáculos. Ele acrescentou que “em geral, é a nossa expectativa de que até lá não será necessário apenas dado o grande progresso que tivemos com a vacina”.

Desde que a pandemia começou, basicamente todos os shows ao vivo e turnês de concertos foram cancelados. No seu lugar, muitos artistas começaram a se apresentar em espetáculos virtuais. Em setembro, uma pesquisa estrangeira com profissionais de música ao vivo mostrou que 54% deles não acreditavam que os concertos com capacidade total regressariam em 2021. Meses antes, o co-fundador de Lollapalooza Marc Geiger disse que não acreditava que os concertos regressassem até 2022.