Beyoncé
A cantora Beyoncé (FOTO: Reprodução)

Um professor de redação, vem compartilhando algumas dicas para usar referências de artistas na prova do ENEM. Nomes como Amy Winehouse, Beyoncé e mais, aparecem nas dicas do professor.

Doutorando em Educação, Raphael Alves é dono do perfil @profrapha.alves no Instagram. Lá, ele mostra como incluir referências de músicas, filmes, séries, artes plásticas e história nos textos de uma forme coerente.

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Em sua publicação usando Beyoncé, que você confere abaixo, o professor escreve:

A principio, vale salientar que a baixa visibilidade da comunidade negra nas mídias contribuiu para o agravamento da problemática. Enquanto artistas de grande porte, como Beyoncé, ainda que criticados trabalham para recontar a história de sua ancestralidade, produzindo arte com (e para) gente preta, visando dar maior visibilidade a sua cultura, percebe-se, no Brasil, uma forte resistência no que tange a diversificação de imagens e narrativas produzidas. Prova disso e que comerciais, novelas e programas de televisão são, infelizmente, quase sempre protagonizados por pessoas brancas. Como consequência, não só permanece naturalizada uma visão reducionista e estereotipada do que é cultura negra, como estão mantidas as práticas de apropriação que só agravam o estado crônico de apagamento vivenciado pelos artistas dessa comunidade.

Veja abaixo outros exemplos utilizados pelo professor, entre Racionais MC’s, Amye Winehouse, Elza Soares e mais:

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Tem semanas que a galera vinha pedindo Racionais e aqui está um post com o uso da banda na redação. “Sobrevivendo no inferno” é, sem dúvida, um dos discos mais importantes desse enorme catálogo da MPB. Foi Lançado em dezembro de 1997 e hoje é elogiado por toda crítica especializada. A relevância é tanta que ele foi leitura obrigatória para vestibular esse ano e recentemente virou livro. Quinto lançamento dos Racionais MC's, grupo brasileiro de rap, fundado em 1989 e liderado por Mano Brown. Primeiro disco da banda que flerta abertamente com símbolos religiosos, na arte gráfica e nas letras, mas é quando discute desigualdade e racismo que a obra revela toda sua genialidade. A música "Diário de um Detento" foi inspirada na vida de Josemir Prado, ex-detento do Carandiru. “Cada detento uma mãe, uma crença. Cada crime uma sentença. Cada sentença um motivo, uma história de lágrima.”, diz a letra. Não faltam, claro, críticas ao sistema econômico, ao Estado e a burguesia. Em um trecho de Gênesis, música que serve como uma espécie de prólogo, como se o disco fosse (e é) um filme, escutamos: “Eu tenho uma Bíblia velha, uma pistola automática e um sentimento de revolta.” Talvez, para além dos versos sensacionais, o que eu mais curta nesse disco é a sofisticação e simplicidade dos arranjos, existe um toque de Jorge Bem, que inclusive é homenageado na faixa de abertura, “Jorge da Capadócia”. Essa música, por sinal, usa base de "Ike's Rap II" de Isaac Hayes, um dos meus instrumentais preferidos (também usado na excelente faixa “Here” de Alessia Cara). “Sobrevivendo no inferno” é, indiscutivelmente, um trabalho atemporal, um retrato único da nossa história, das nossas fragilidades e dos nossos vícios excludentes. Escutem, por favor, as faixas: “Periferia é Periferia” e “Mágico de oz”. Nem consigo listar a quantidade de teses que podem ser desenvolvidas com ajuda das letras desse disco. Por sinal, pensando em fazer uma aula só com ele ainda esse ano. Bons estudos para vocês! #racionaismcs #redacaoenem #dicasderedacao #enem2020

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