Freddie Mercury
O cantor Freddie Mercury (FOTO: Reprodução)

O ator norte-americano Rami Malek foi tema da reportagem de capa da revista britânica “Attitude” e comentou um assunto que vem rendendo bastante repercussão entre os fãs da banda “Queen”. O ator rebateu às críticas que indicam que o filme “Bohemian Rhapsody”, no qual ele interpreta Freddie Mercury, irá escode a bissexualidade do vocalista do “Queen”.

De acordo com o site NME, a repercussão negativa em torno do filme acontece desde maio, quando o primeiro teaser do filme foi divulgado. Na época, o produtor e roteirista Bryan Fuller, um dos nomes mais prestigiados da televisão norte-americana, endossou as críticas dos fãs: “Alguém mais está irritado pelo fato do trailer de #BohemianRhapsody mostrar a superestrela gay/bi Freddie Mercury flertando com uma mulher mas sem sugestões do seu amor por homens?”, escreveu ele.

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“Eu sinto que o trailer está apagando a identidade queer dele. Se eles estivessem orgulhosos de sua bissexualidade, eles teriam indicado que ele era bissexual”, acrescentou Fuller. Todos as questões foram levantadas ainda em maio e mesmo com o ano já caminhando para o fim, elas permanecem sem resposta.

Agora o próprio Rami Malek, intérprete de Freddie Mercury no filme, sentiu que deveria respondê-las. “É uma pena que as pessoas estejam fazendo comentários depois de um minuto de trailer que você só quer mostrar a música. É difícil”, disse Malek. “Primeiro, deixe-me dizer que não acho que o filme evite sua sexualidade ou sua doença, que é obviamente a AIDS. Eu não sei como você pode evitar isso, ou se alguém sequer iria querer. É um pouco absurdo que alguém esteja julgando isso de um trailer de um minuto”, acrescentou.

Explicando sobre como o longa pretende abordar a batalha do cantor contra o vírus HIV, ele acrescentou: “O filme precisava abordar isso de uma maneira delicada. Você não pode fugir. Foi um momento importante para se ter no filme, que no final é muito triste, mas também fortalecedor de alguma forma”, explicou o ator.

“Isso mostra o quanto os seres humanos podem ser resilientes e o quanto confiamos na força de nossos amigos e familiares para nos fazer passar por tempos difíceis. Esta pandemia ainda é uma ameaça terrível para tantas pessoas no mundo. É uma realidade para muitas pessoas, eu acho que seria uma vergonha não abordar isso”, concluiu.

O filme promete traçar uma linha do tempo de 15 anos entre a formação da banda Queen e uma das suas apresentações mais memoráveis ao vivo no Wembley Stadium no ano de 1985. A cinebiografia será lançada em 24 de outubro no Reino Unido e a previsão é que “Bohemian Rhapsody” estreie no Brasil no dia 1º de novembro.